Eu fico impressionado (pessimamente impressionado) com a epidemia de jornalismo zora yonara nesta época do ano. É um tal de fazer vidência travestida de noticiário que eu vou te contar, os olhos já não podem ver.

Exemplos de jornalismo yonara, horóscopo transvestido de um pinguinho de curiosidade sobre a “vida real”? “Dilma terá um ano difícil em 2011”, dãããã (como diria aquela outra pirata-cigana, vidente, taróloga, cartomante, quiroprática de meia-tigela).

Jornalismo oscar quiroga com viés autoritário? “Dilma deve fazer isto”, “Dilma deve dizer aquilo”, “o Brasil deve seguir tal rumo”, matraqueiam os professores-raimundos crossdresseados de jornalistas-zumbis.

Reportagem ancorada no mas-ismo, tem? Tem. “Lula tirou 2,3 pessoas da pobreza, MAS esgotos continuam a céu aberto.” “Brasil melhora na era Lula, MAS nem tanto.” “Cientistas descobrem a cura da aids, MAS ainda há infectados.” “Posse de Dilma afasta desencanto pós-mensalão, MAS fica longe da comoção de 2002” (a-cuma???) “Cristiana Lobo, Ricardo Noblat, Monica Waldvogel & Reinaldo Azevedo, Miriam Leitão, Marcelo Tas nunca foram estadistas nem fizeram discurso, MAS têm receita para tudo e sabem detectar imediatamente quando ‘veem’ um discurso de não-estadista (freqüentemente, antes mesmo de o discurso ser proferido)”.

“Jornalista da Globo dá aulas de moralidade, ética e costumes políticos, MAS recebe auxílio-salário do Banco do Brasil”, tem? Não tem, não, senhor, sem ouro, sem hora.

Ou vai querer dizer que agora é moda achar que tudo é uma pobreza, ô, ibrahim sued do século vintage? Pseudojornalismo de oráculo mequetrefe, já não basta? Basta.

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