ontem estava assistindo aqui ao dvd triplo “elvis – the ed sullivan shows”, para escrever um comentário na “carta capital”. está saindo no brasil pela coqueiro verde (gravadora que tem entre os proprietários leo esteves, filho do erasmo carlos), e é a reprodução integral dos três programas televisivos do (horrendo) sullivan de que elvis participou, entre dezembro de 1956 e janeiro de 1957 (mas, espera, deixa essa para a revista, amanhã nas bancas).

o que ocorre é que eu estava assistindo e reparei, assim bem distraído, que, entre os ventríloquos, malabaristas, cães amestrados, o jovem elvis e outras atrações, a certa altura aparece uma cantora loura, rechonchuda, sorridente, de vestido longuíssimo, que me fez pensar (muito distraidamente, repito) na santista leny eversong (1920-1984).

pois não é que aquela era a leny eversong?!, participando do mesmíssimo programa em que a tradicional família estadunidense era “poupada” dos quadris furibundos e indecentes (ou devo dizer sexies?) do presley, graças a uma câmera pudica que só o filmou do umbigo para cima??!

aí fui ver de novo, e sabe como o “experientíssimo” sullivan apresentava a eversong (cujo nome real era, vejo aqui na enciclopédia, hilda campos soares da silva)? mais ou menos assim: “o povo mais alegre do mundo, pela minha experiência, é o brasileiro. e hoje, em nosso show, fazendo sua estréia na televisão americana, temos uma grande cantora brasileira. ela vem de são paulo e se chama leny eversong”.

e entrava ela, cantando “el cubanchero” (em espanhol) e “jezebel” (em inglês), dramática, operística, boleruda, gritona, de gestos abertos e exagerados qual uma elis regina, hélice regina, no helicóptero de “arrastão” (mas quase uma década antes, a leny).

que coisa.

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