confesso: a descoberta é recente e me pegou de jeito.
endoidei.
o grupo belga DAAU (sigla de Die Anarchistische Abendunterhaltung) toca no domingo e na terça-feira na mostra sesc de artes.
essa banda da antuérpia é demais.
misturam john zorn, portishead, cornelius, sonic youth, tom waits, mr. bungle, squarepusher, entre outras coisas.
tem hora, como na música aufhoren, que eles parecem o gotan project.
“toda sorte de experiência musical”, me disse hoje o acordeonista do grupo, roel van camp, em conversa por telefone.
“é como se fizéssemos música para filmes o tempo todo, só que sem as imagens. é um som instrumental, mas que conta uma história musicalmente”, explicou, sem explicar patavina nenhuma.
mas é justamente essa a idéia.
se você disser que parece o gotan project, ele não discorda:
“a diferença é que eles fazem mais uso da eletrônica do que a gente. nós escutamos todo tipo de música e fazemos uma mélange de tudo isso. não há um só estilo, é uma música muito eclética”.
roel disse que o pai era luthier na antuérpia, e trabalhava reformando instrumentos antigos. “não tinha nada novo, eram só velhos instrumentos. eu escolhi o acordeon porque me pareceu o melhor instrumento para tocar sozinho. era uma orquestra inteira ali dentro”.
a formação dos shows ao vivo é essa:
simon lenski (cello, eletrônica), han stubbe (clarineta), roel van camp (acordeão, fx), buni lenski (violino), geert’bootsie’budts (bateria, eletrônica), hannes d’hoine (double bass).
no domingo, é no sesc santana.
na terça, no sesc paulista (de graça)

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter desde 1986 e autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019), Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021), O Último Pau de Arara (Grafatório, 2021) e A Culpa é do Lou Reed (Reformatório, 2024)

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