Pois é, seria melhor não contar, mas eu perdi o Radiohead…
Estava do outro lado da cidade naquele momento, num clube chamado Metro, que fica quase na frente do estádio dos Chicago Cubs, um time de beisebol que não ganha um título há 100 anos.
Tinha duas entrevistas marcadas, uma com a dupla MGMT e outra com Eugene Hutz, líder do Gogol Bordello. Cujo show assisti à noite – o Elijah Wood, o Frodo de O Senhor dos Anéis, estava do meu lado, babando.
Gogol Bordello, eu adianto, vai ser algo como foi o show do Manu Chao pela primeira vez em São Paulo, uma doideira sem tamanho. De vez em quando, por conta da mistura de música cigana com punk com dub, parecia que eu estava ouvindo Guns of Brixton, do The Clash.
Eugene Hutz é um possesso do bem – tem um adesivo do Fluminense no corpo do violão (ele tem uma casa em Ipanema, Rio de Janeiro). Mas também tinha camisetas do Santos F.C. nas duas sereias orientais que fazem vocais de apoio no seu grupo.
“Querem que a gente pense que rock’n’roll é uma coisa estúpida, feita por caras que jogam TVs pela janela de hotéis. Querem que a gente pense que somos fracos. Mas nós não somos fracos, não somos estúpidos”, me disse Hutz.
Entrevistei Andrew, cantor do MGMT, num bar chamado Earwax, num bairro que parece uma mistura de Soho com Vila Madalena.
Ele usava um boné do Cubs e pediu batatas fritas e milk shake de morango, que devorou enquanto falava comigo.
Só hoje, finalmente, irei ao Lollapalooza. Dizem que Obama também vai hoje. Vamos ver.

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter de jornalismo cultural desde 1986 e escritor, autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019) e Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021)

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