Mario Frias e André Porciuncula com o deputado Daniel Silveira, preso pelo STF e que foi obrigado a recolocar nesta quinta, 31, a recolocar tornozeleira eletrônica por desrespeitar decisão judicial

O governo Bolsonaro exonerou nesta manhã de sexta-feira todo o primeiro escalão da gestão de Mario Frias, que deixou ontem a Secretaria Especial de Cultura. Saíram hoje o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, o ex-PM André Porciuncula (que vai disputar eleição para deputado na Bahia); o Secretário Nacional do Audiovisual, Felipe Cruz Pedri; o secretário Nacional de Direitos Autorais, Felipe Carmona Cantera; e o Diretor do departamento do Livro e da Leitura, Emir José Suaden. A reportagem ainda não sabe se esses três também tentarão o caminho das urnas ou se farão parte do esforço eleitoral de Jair Bolsonaro.

No lugar de Porciuncula, que controlava a Lei Rouanet, foi nomeado Lucas Jordão Cunha. Tanto Porciuncula quanto Jordão foram indicados pelo vereador soreropolitano Alexandre Aleluia (que é sócio de Porciuncula na empresa Alpen Segurança Patrimonial), um extremista furibundo do bolsonarismo baiano. Aleluia se filiou ao PL no dia 22 e se declarou candidato a deputado federal. O advogado Lucas Jordão Cunha defendeu o então vereador Aleluia em inúmeros processos judiciais. Aleluia é amigo de um dos filhos do presidente, Eduardo Bolsonaro (e os dois têm feito campanha eleitoral antecipada em municípios baianos), sempre acompanhados de Porciuncula. Em 2017, quando era capitão da PM, Porciuncula foi condecorado (por proposição de Aleluia) com uma medalha na Câmara de Vereadores de Salvador. Assim, se mantém intacto o feudo da extrema direita no cofre do incentivo cultural federal.

Quem assumirá a diretoria do Livro e da Leitura é Marcelo Gonzaga de Oliveira. Na secretaria do Audiovisual, a nova titular é Jessyca Hellen Ferreira Paulino Fernandes, que tinha um posto de interventora na Cinemateca Brasileira e graduou-se em Letras pela UnB em 2014.

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