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Interesse de Jair Renan, filho do presidente, em negócios com games abriu-lhe as portas dos ministérios

O Ministério do Turismo destinou R$ 10 milhões, a fundo perdido, para as secretarias de Ciência e Tecnologia dos Estados de Pernambuco, Acre e o Distrito Federal produzirem eventos e desenvolverem games.

Foram R$ 1 milhão para o Acre, R$ 3,5 milhões para Pernambucano e R$ 5,4 milhões para o Distrito Federal. No Distrito Federal, quem tem uma empresa de games é o filho mais novo do presidente, Jair Renan, também youtuber. O governo, assim, destina mais dinheiro para jogos eletrônicos do que destinou para todo o Fundo Nacional de Cultura em 2019.

Jair Renan visitou o secretário Especial de Cultura, Mario Frias, fora da agenda oficial, no dia 31 de agosto. “Reunião com @bolsonaro_jr sobre o futuro dos E-games”, escreveu Frias na legenda dessa foto em que aparece ao lado de Jair Renan, em uma rede social. Bolsonaro Júnior não representava organizações de classe nem coletivos de desenvolvedores, apenasa si mesmo.

O dinheiro do Ministério do Turismo foi enviado agora para promover “uma série de ações em formato híbrido (presencial e virtual: maratona de desenvolvimento de jogos eletrônicos (game jam) para desenvolvedores amadores; campeonatos de esportes eletrônicos profissionais e amadores; conferência para a qualificação do público e troca de conhecimentos, com palestras (talks) de especialistas e nomes de relevância do mercado e seminários digitais”.

Em Pernambuco, a remessa prevê evento presencial no Centro de Convenções. Há uma curiosa contradição entre o uso de recursos públicos diretamente para uma área da cultura e a condenação sistemática de integrantes do governo em relação ao incentivo fiscal da Lei Rouanet, que chamam de “mamata”.

O ministro do Turismo é Gilson Machado, também sanfoneiro nas lives do presidente. É o responsável por toda a área de Cultura atualmente. Foi ele quem destinou os recursos.

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1 COMENTÁRIO

  1. O mercado de desenvolvimento de games é promissor. No exterior gera receitas de milhões a bolhões. Nada contra. Mas é negócio para profissionais. Não é sustentado com dinheiro público. Ainda mais quando ao inves de ser direcionado a representantes legitmos dessa industria, vira uma benesse para os “amigos do rei”. Nesse caso para um “principe”.

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