Quando foi gravar o videoclipe de “Oração”, em 10 de agosto, a artista transexual paulista Linn da Quebrada, 29 anos, tinha em mãos os documentos que a permitiam ocupar a locação escolhida, uma igreja abandonada junto a um terreno baldio na Brasilândia, na periferia norte de São Paulo.
Não foi o suficiente. A Polícia Militar suspendeu a gravação por quatro longas horas. Um advogado foi convocado pela cantora, compositora e atriz, atualmente em cartaz na série Segunda Chamada, da Rede Globo, e no programa de entrevistas Transmissão, do Canal Brasil. Quando se conseguiu a liberação, foi permitida uma hora de gravação e nada mais.
“Oração”, que devia ser um rito de celebração de um coletivo de mulheres negras trans, foi invadido pelo arbítrio do poder público cada vez mais ávido em revelar sua face fascista. Não foi suficiente para desanimar a trupe de Linn. O resultado vem à tona agora, revelado em primeira mão por FAROFAFÁ.
O clipe será lançado com show no CCSP, no domingo 3, às 18 horas.010
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