Patti Smith
A cantora Patti Smith, que será objeto de uma jornada de spoken words no centro de SP

A cantora, compositora, poeta, escritora e mito da blank generation, a norte-americana Patti Smith, chega a São Paulo pela primeira vez daqui a alguns dias. Ela toca com sua banda, na qual pontifica o guitarrista Lennie Kaye, no dia 15 de novembro, no Popload Festival, no Memorial da América Latina. Para esquentar o clima antes da chegada da Patti Smith, os Trovadores do Miocárdio, um coletivo formado por escritores, poetas e performers, celebram a obra literária e a música da cantora e poeta em uma jornada de spoken words no espaço A Balsa (R. Capitão Salomão, 26, Centro), em São Paulo, neste dia 30.

O espetáculo repassa os textos e as impressões da autora nas memórias e divagações poéticas em torno dos livros Só Garotos (vencedor do National Book Award em 2010) e Linha M, alcançando até os novos Devoção e O Ano do Macaco (lançados pela editora Companhia das Letras). Serão duas apresentações. Os Trovadores do Miocárdio são uma trupe agregadora e mutante, a adesão se transforma conforme a festa, mas geralmente é encabeçada pelo bardo de Copacabana, o insofismável Fausto Fawcett, além de autores como o dramaturgo Mário Bortolotto, o cantor Junio Barreto, o poeta Ian Uviedo e a cantora Áurea Leminski, entre outros.

Patti fará 73 anos no dia 30 de dezembro. Sua importância transcende a música desde o início de sua carreira, no Village, em Nova York, nos anos 1960, quando conheceu o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Será um ato de conjunção formidável quando ela chegar a São Paulo e soltar seu berro no Memorial: “People have the power!”. JM

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