Morreu nesta segunda-feira, 14, em São Paulo a crítica de arte, pesquisadora, curadora e historiadora paulistana Aracy Abreu Amaral, aos 96 anos. O corpo de Aracy será velado nesta terça-feira, a partir das 14 horas, e o sepultamento será às 17 horas no Cemitério Parque Morumby, em São Paulo. Aracy publicou inúmeros livros sobre arte, com destaque para seus estudos do modernismo, da Semana de Arte Moderna e o enfoque na obra de Tarsila do Amaral, sobre a qual escreveu Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo (Editora 34, 2010).
Em 2023, Aracy doou uma coleção de mais de 700 volumes da sua biblioteca particular para o acervo da Biblioteca Paulo Mendes de Almeida do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Desde os primeiros anos de sua fundação, o Museu de Arte Moderna teve Aracy Amaral como uma de suas colaboradoras – ela trabalhou como monitora na 2ª Bienal de São Paulo (1954), que foi realizada pelo museu naquele ano.
Aguerrida, criteriosa e independente, Aracy Amaral foi curadora de inúmeras mostras ao longo de sua trajetória, incluindo as recentes 34° Panorama da Arte Brasileira, em 2015, e mais recentemente, ao lado de Regina Teixeira de Barros, e a exposição Moderno onde? Moderno quando? A Semana de 22 como motivação, que marcou o centenário da Semana de Arte Moderna no MAM. Ela recebeu, do governo de São Paulo, a Medalha Mário de Andrade em 2020/2021.

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