A cantora e compositora Luana Flores - foto: Natalia Di Lorenzo/ divulgação
A cantora e compositora Luana Flores - foto: Natalia Di Lorenzo/ divulgação

Ao mesmo tempo irmã e herdeira do movimento mangueBit, com sua mistura de eletrônica e ritmos da cultura popular nordestina, a cantora e compositora Luana Flores se apresenta como um dos nomes mais interessantes de sua geração – ano passado aportou em São Luís, quando se apresentou no Festival Carcará de Música, realização do Sesc Maranhão (relembre aqui sua entrevista ao Balaio Cultural, da Rádio Timbira FM).

A artista acaba de lançar o videoclipe “Siga cygana” (Luana Flores, Leandro Luz e Miguel Lua), feat com o duo LuuL (seus parceiros na composição), road movie a partir de uma kombi, a estética mesclando o “Bye Bye Brasil” (1980), de Cacá Diegues, com mamulengos, ursas e jaraguás entre as “cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo”, “maracatu atômico”, coco, samba de roda, ambiente de feira e uma pitada de crítica social, característica marcante de seu trabalho – ano passado ela já havia apresentado, em feat com Juliana Linhares, “Alumeia” (Luana Flores e Ramiro Galas), manifesto contundente contra usinas de energia eólica. A determinada altura deste “Siga cygana”, uma personagem diz: “finalmente um caju sem gosto de plástico”, aludindo ao envenenamento da alimentação da população brasileira por agrotóxicos.

Dirigido pela própria Luana Flores, o videoclipe foi rodado entre João Pessoa e Barra de Mamanguape, na Paraíba, com produção musical, mixagem e masterização de Ramiro Galas e distribuição de Nikita Music. “Siga cygana” é o terceiro single do novo álbum da artista, com lançamento previsto para ainda este ano.

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Assista “Siga cygana”:

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