"Cantiga Pelo Cerrado Vivo" - single/ capa/ arte de Rodrigo Quagliano/ reprodução
"Cantiga Pelo Cerrado Vivo" - single/ capa/ arte de Rodrigo Quagliano/ reprodução

A recuperação e preservação de biomas está na ordem do dia, em especial o cerrado. O Maranhão registrou queda superior a 15% da área desmatada entre agosto de 2023 e julho passado, mas a situação é urgente e preocupante. Recentemente o Governo Federal assinou um pacto com os estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) iniciando a implementação da quarta fase do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Bioma Cerrado (2023-2027).

O bioma cerrado caracteriza-se por seu campo de vegetação de árvores baixas e arbustos espinhosos, em especial cactáceas. Inspirados por sua beleza e pela necessidade de recuperação e preservação do cerrado, os parceiros Chico Nô e Ricarte Almeida Santos disponibilizaram hoje (15), nas plataformas de streaming, sua “Cantiga Pelo Cerrado Vivo”.

Ricarte escreveu a letra, musicada por Chico Nô praticamente sem interferências. O single tem produção de Marcos Lussaray (violões, violas, baixo, pifes e flautas) e participações das cantoras Dicy e Ross, além de Andrezinho (sanfona) e Ribão (percussão). A capa é de Rodrigo Quagliano.

“A música é um apelo, um pedido de socorro, um alerta pelo nosso bioma mais castigado pelas queimadas e devastações causadas pelo homem. É um grito pelos povos ancestrais, pelos povos tradicionais, pela agricultura familiar, pela produção de alimentos saudáveis e por nossa rica biodiversidade”, afirma Ricarte, que escreveu a letra ao participar de um evento que debatia a agricultura familiar.

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“Quando eu bati o olho na poesia, na mesma hora eu senti a força, com o momento que a gente está vivendo. Imediatamente me veio a inspiração, a poesia já me deu o ímpeto de trabalhar, de fazer essa mensagem tão forte circular”, complementa Chico Nô sobre o processo de composição.

O recado (urgente) está dado. A expectativa dos artistas é que sua música ganhe a atenção da sociedade como um todo e das autoridades, que possa ser usada em campanhas de conscientização. “Como diz Ailton Krenak, o futuro é ancestral. É mais do que hora de preservarmos o que historicamente sempre foi destruído, desde a colonização”, finaliza Ricarte Almeida Santos.

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Ouça “Cantiga Pelo Cerrado Vivo”:

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