Mel Lisboa interpreta "Madame Blavatsky", peça em cartaz no Teatro Vivo
Mel Lisboa interpreta "Madame Blavatsky", peça em cartaz no Teatro Vivo - Foto: João Caldas/Divulgação

Não se assuste se Mel Lisboa chorar ao fim do espetáculo Madame Blavatsky – Amores Ocultos. O monólogo com dramaturgia de Claudia Barral e direção de Marcio Macena apresenta a incorporação da escritora russa Helena Pretovna Blavátskaya no corpo da atriz. É esse o pacto teatral, mas algo fica no ar no breve diálogo entre a protagonista e a plateia. Houve ali uma encenação, simulação ou uma real sessão espírita?

Em cartaz no Teatro Vivo, Madame Blavatsky, de Plínio Marcos, conta a história do espírito da escritora russa que quer, muitos anos depois de sua morte, em 1891, explicar ao público o que aconteceu no fim de sua vida. Vítima da intolerância e do preconceito, Helena Blavátskaya era marginalizada pela ciência, por nunca negar seus poderes paranormais ou defender a teosofia, e também pelos religiosos, muitas vezes considerada como uma fraude. Nascida na Rússia, migrou para os Estados Unidos, onde fundou a Sociedade Teosófica, e depois foi para a Índia e a Inglaterra.

Na peça, a escritora russa procura o corpo de uma atriz para fazer uma nova aparição. Mel Lisboa consegue reproduzir, com muita similaridade, as típicas sessões de incorporação mediúnicas de entidades religiosas. Ora está interpretando Madame Blavatsky, ora ela mesma, sempre deixando claro a inversão de papéis diante dos olhos de todos.

Mel Lisboa, pelo menos na sessão assistida pela reportagem de FAROFAFÁ, explica que em meio à pandemia do novo coronavírus sentiu necessidade de encontrar a si mesma, quando se deparou com a história de Madame Blavatsky. Encontrou, segundo ela, respostas para questões mais íntimas e para as quais não encontrava em lugar algum. Não é difícil imaginar que, junto à plateia, outras pessoas se identifiquem com essa experiência mística levada ao palco. 

Helena Blavátskaya, tal como representada por Mel Lisboa, foi uma personagem forte, inteligente, carismática, embora não necessariamente polida. Autoconfiante, foi uma escritora profícua, pouco conhecida no Brasil. 

Madame Blavatsky. Com Mel Lisboa. No Teatro Vivo, em São Paulo, às terças e quartas-feiras 20 horas. Ingressos a 80 reais.
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