Charge que mostra o veterano crítico, radialista e DJ Leopoldo Rey, morto na sexta em São Paulo

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Morreu na noite desta sexta-feira, 20 de janeiro, em São Paulo, aos 78 anos, o veterano crítico de música, radialista, DJ e jornalista Francisco Leopoldo Santos D’Arienzo, o Leopoldo Rey. Rey, que ficou conhecido como Reynação, nome de um dos seus programas mais afamados (na 97 FM do ABC), tivera um enfarto na véspera do Natal. Desde então, ficou 17 dias internado na UTI recuperando-se de complicações pelo implante de três pontes de safena, segundo informou sua filha Luana (era pai também de Paula, Adriano, Julia, Daniel e Melissa). O velório do radialista será neste domingo, 22, no Cemitério do Alvinópolis, em Atibaia, onde ele viveu, entre 8 horas e 10 horas da manhã.

Autor de diversos trabalhos pioneiros, entre eles Livro Negro do Rock – Dicionário do Heavy Metal (com Gilles Philippe), dos anos 1970, Rey foi articulista de quase todas as mais influentes publicações de música pop e rock do Brasil, entre elas a Rock Brigade, a Bizz, a SomTrês, entre outras. Como radialista, iniciou sua carreira na Rádio Técnica de Atibaia ZYR 95, no começo dos anos de 1960. Trabalhou em diversas emissoras de rádio, fazendo dobradinhas com outros seres mitológicos da cena rocker, como Kid Vinil e Mauricio Kubrusly.

“Eu acho que a crítica especializada está bem fraquinha, pois sumiu muita gente. O pessoal fala daquela banda que copia o Led Zeppelin, mas quem, um dia, não copiou alguém? Todo mundo tem suas influências, principalmente no começo. O importante é ser criativo”, disse Rey, em uma entrevista publicada no blog Maquiavelli.

Leopoldo era filho da não menos lendária Vicentina D’Arienzo, a Cycy, atriz, encenadora, professora de educação física, agitadora cultural e feminista precoce (foi a primeira mulher a apitar uma partida de futebol no Brasil, entre o Palestra Itália, hoje Sociedade Esportiva Palmeiras e o Esporte Clube Santana, de Itapeva). “Atualmente, apesar de aposentado, continuo colaborando com os sites Tiozão Rockeiro e Big Rock Atibaia”, ele disse. “No momento estou refletindo sobre meu sonho de publicar um livro contando histórias interessantes e engraçadas que muitos roqueiros gostariam de saber e compartilhar”, declarou.

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