Careca, chefe da tribo de índios do Bumba meu boi de Santa Fé, fotografado por Marcio Vasconcelos, em série sobre o tema. Reprodução
Careca, chefe da tribo de índios do Bumba meu boi de Santa Fé, fotografado por Marcio Vasconcelos, em série sobre o tema. Reprodução

Com a exposição coletiva “Preamar”, três maranhenses participam, de hoje (24), até o próximo dia 28 de agosto, da Expansão da SP-Arte (Festival Internacional de Arte de São Paulo), a feira Rotas Brasileiras. O evento acontece no Espaço Arca (Av. Manuel Bandeira, 360, Vila Leopoldina), em São Paulo.

O artista visual Dinho Araújo, a multiartista Silvana Mendes e o fotógrafo Márcio Vasconcelos, em “Preamar”, abordam temas como questões raciais, políticas de afirmação, rituais de encantaria e as festas do bumba meu boi do Maranhão.

Afetocolagens: reconstruindo narrativas visuais de negros na fotografia colonial. Série II. 2022. Silvana Mendes. Reprodução
Afetocolagens: reconstruindo narrativas visuais de negros na fotografia colonial. Série II. 2022. Silvana Mendes. Reprodução
Careta de bugio. Aparição de Tieta Macau. 2022. Dinho Araujo. Reprodução
Careta de bugio. Aparição de Tieta Macau. 2022. Dinho Araujo. Reprodução

A participação do trio maranhense no evento em São Paulo é fruto de pesquisas e intercâmbios anteriores. “O movimento Preamar é um verdadeiro mergulho na cena artística contemporânea maranhense. Idealizado coletivamente pelo Chão SLZ, a Casa do Sereio [em Alcântara] e a Lima Galeria, o objetivo desse movimento é conectar a força da arte maranhense aos demais pólos artísticos do Brasil e do exterior. A repercussão que houve com o lançamento do projeto em São Luís logo chamou a atenção da curadoria da SP-Arte e assim fomos chamados como artistas convidados”, lembra Márcio Vasconcelos.

Ele também comenta os temas das obras com que comparecem à feira Rotas Brasileiras. “Os artistas do movimento Preamar já trabalhavam individualmente com temáticas de afirmação políticas e raciais, manifestações de cultura popular e afro-religiosidade ao redor do tambor de mina. Dessa forma, com o grupo de curadores do movimento buscou alinhar e evidenciar a força da cultura ancestral, que faz do Maranhão uma potência das tradições afro-brasileiras”, afirma.

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“Preamar”, a exposição, tem curadoria coletiva assinada por Samantha Moreira, Frederico Silva, Yuri Logrado, Marco Lima e Germano Dushá. O nome é sinônimo de maré alta, evocando a vazão das águas do oceano na orla de São Luís, uma das maiores do Brasil.

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Este conteúdo foi produzido em parceria do Farofafá com as rádios Timbira AM e Universidade FM. Ouça a reportagem que foi ao ar nas citadas emissoras:

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