Terral. Capa. Reprodução
Terral. Capa. Reprodução

Um dos grandes discos desta temporada entrepandêmica será lançado hoje (29), às 19h, em show no Palco Pop, na programação do movimentado Festival de Inverno de Garanhuns. “Terral”, o álbum, disponível nas plataformas de streaming, marca o encontro do cantor e compositor Pedro Luís com o multi-instrumentista e produtor Yuri Queiroga.

O termo que intitula o disco em dueto se refere ao vento mais favorável para a prática do surf, soprando da terra para o mar. As 10 faixas de “Terral” incluem sucessos desde a estreia de Pedro Luís com o grupo A Parede, com “Astronauta Tupy” (1997), casos de “Seres Tupy” e “Miséria no Japão”, ambas gravadas também por Ney Matogrosso. O repertório inclui também “Miséria S/A”, lançada pelo grupo O Rappa em “Rappa Mundi” (1996), e “Mão e luva”, lançada originalmente por Adriana Calcanhotto em “Maritmo” (1998), com a participação de PLAP.

As faixas, que em sua maioria absoluta demonstram a preocupação da dupla com questões sociais, também ganharam videoclipes, inspiradas e retratando a vida marinha. Algumas têm mais de 20 anos e infelizmente permanecem atuais.

A amizade entre o carioca Pedro Luís e pernambucano Yuri Queiroga, artistas requisitados e ocupados em inúmeros projetos desenvolvidos simultaneamente, estabeleceu entre eles um diálogo criativo que permite ao ouvinte, ao mesmo tempo em que reconhece muito do que há em “Terral”, não deixar de ouvi-lo como a grande novidade que é.

A orquestra de apenas dois homens está pronta para surfar no palco, apresentando ao vivo, entre violões, guitarras e mpc, a poética e a sonoridade eletro-orgânica de “Terral”,  álbum que é conceitualmente um concerto pop. Sobre a apresentação de daqui a pouco, a dupla conversou com exclusividade com Farofafá.

ENTREVISTA: PEDRO LUÍS E YURI QUEIROGA

Os parceiros Yuri Queiroga e Pedro Luís. Foto: Jorge Bispo
Os parceiros Yuri Queiroga e Pedro Luís. Foto: Jorge Bispo

ZEMA RIBEIRO – Como vocês se conheceram e como surgiu essa parceria?
YURI QUEIROGA – A gente se conheceu pelos palcos, pelos estúdios. Sempre admirei muito o trabalho dele, é um mestre pra mim, e a parceria surgiu quando ele me convidou pra produzir músicas pro Inusitado, projeto do André Midani na Cidade das Artes. Esse projeto acabou não acontecendo, mas seguimos com o que veio a se tornar o “Terral”.

ZR – Como surgiu a ideia de “Terral”, que consiste basicamente em uma coletânea de sucessos de Pedro Luís, em releituras em duo? Quanto tempo entre a ideia inicial até o lançamento e como foi a escolha desse repertório?
PEDRO LUÍS – Como no início a ideia era essa revisita, acabou sendo uma parte substancial do repertório do “Terral”, só que sob a batuta criativa do parceiro Yuri, que é um produtor e multi-instrumentista ímpar. Tudo foi produzido domesticamente, nas brechas entre nossos múltiplos afazeres, há cerca de quatro anos. Nas idas do Yuri ao Rio aproveitávamos pra intensificar o processo. Daí fomos compondo canções juntos que acabaram ampliando o projeto inicial. Esse ano decidimos abrir a agenda pra entregar o álbum e levá-lo pra rua.

ZR – A pandemia manteve vocês muito tempo afastado dos palcos. As coisas aos poucos vão voltando ao normal. Qual a sensação de reencontrar o público e apresentar este novo trabalho no FIG?
YQ – É uma mistura de alívio e esperança. Estamos vivos, com saúde pra levar esse projeto pros palcos mundo afora.

ZR – Como tem sido conciliar as concorridas agendas de vocês dois, com projetos paralelos, carreiras solo, produções etc., para dar conta deste projeto?
PL – O nosso desejo de mostrar o resultado desse encontro era tanto que nos dispusemos a priorizar nossas agendas e estamos nos divertindo com essa entrega. Sermos agraciados com a estréia nos 30 anos de FIG torna tudo mais especial.

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Ouça “Terral”:

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