Ancine
Logotipo da Agência Nacional de Cinema (Ancine)

O presidente Jair Bolsonaro designou na manhã desta terça-feira, 10 de maio, duas servidoras da Agência Nacional de Cinema (Ancine) para compor, como diretoras substitutas, a Diretoria Colegiada da instituição: Carla Sobrosa Mesquita Monsores e Fabiana Trindade Machado. Carla é atualmente superintendente de Fomento da agência, e Fabiana é gerente de Desenvolvimento de Mercado na instituição. A primeira a assumir uma cadeira no colegiado, já nos próximos dias, será Carla.

Em relação aos diretores efetivos da agência, segue indicado à sabatina do Senado o atual Secretário Especial de Cultura do governo Bolsonaro, Hélio Ferraz de Oliveira, que entrou em março no lugar de Mário Frias, em campanha para deputado. Ferraz deverá ser sabatinado e assumir em junho de 2022 para um mandato de 5 anos – o curioso é que, para isso, Ferraz terá de ser exonerado do cargo de secretário, que é, em tese, o superior hierárquico do cargo que deverá assumir.

Atualmente, a Ancine tem em sua diretoria colegiada o presidente, Alex Braga, e ainda Tiago Mafra, Vinicius Clay e o diretor substituto Mauro Gonçalves de Souza, ligado ao Centrão, como Alex Braga, e que já ocupou interinamente a presidência – mas deve dançar com a nomeação das duas diretoras novas. Carla e Fabiana tiveram papel ativo nas últimas movimentações da Ancine durante o governo Bolsonaro, um período caracterizado pela paralisação deliberada do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), segundo denúncia do Ministério Público Federal, e medidas de fiscalização que atingiram produtores que considerados malvistos pela atual gestão.

Sabemos que pedir apoio é chato. Mas precisamos falar com você

Mascote FAROFAFÁ FAROFAFÁ é o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes e teatro. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não temos donos bilionários e não corremos atrás de cliques. Isso significa duas coisas:

1. Cobrimos o que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores nem seguir agendas externas.

2. Praticamos o jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu o disco, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Sabemos que nem todo mundo pode contribuir. Mas se nosso trabalho faz diferença na sua relação com a cultura, considere se juntar a quem mantém esse projeto vivo. Qualquer valor conta.

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome