O ator e músico carioca Octávio Terceiro morreu neste sábado, 17, às 17h45, no Hospital Miguel Couto, no Leblon, em razão de um AVC isquêmico. Tinha 84 anos e estava internado havia um mês (chegou a ter alta recentemente, mas ao chegar em casa sentiu-se mal e voltou a ser internado). O velório de Octávio será a partir das 14h deste domingo no Cemitério do Catumbi (São Francisco de Paula) e o sepultamento às 15h30.

Octávio atuou em filmes cruciais da cinematografia de Rogério Sganzerla (de O Bandido da Luz Vermelha) e o diretor João Lanari estava produzindo um filme sobre a carreira do ator, um ícone de Copacabana. Sua trajetória é múltipla e cheia de lances curiosos. Nos anos 1960, ele chegou a ter uma escola de violão com o papa da bossa, Roberto Menescal (Marcos Valle era seu aluno). Também foi amigo de Carlos Imperial e o responsável por levar o então jovem cantor Roberto Carlos para a TV.

Com Sganzerla, atuou em três filmes do diretor, incluindo o derradeiro, O Signo do Caos (2003), que fechou sua tetralogia sobre o percurso do cineasta Orson Welles no Brasil (iniciada com Nem Tudo é Verdade, no qual Octavio interpretou Welles). Recentemente, Octávio dirigiu um curta, com Cavi Borges, chamado Fausto de Octávio III, baseado no texto Fausto Primeiro, de Fernando Pessoa, numa interpretação considerada sombria, com a participação do cantor e compositor Sergio Ricardo (cantando Esse nosso olhar) e citações do Fausto, de F.W. Murnau, e Nem Tudo é Verdade, de Rogério Sganzerla.

 

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