A era dos dados, série da Netflix
A era dos dados

A Era dos Dados, nova série documental da Netflix, trata do conhecimento, da ciência e da informação, artigos ignorados pela parcela bolsonarista do País. O jornalista científico Latif Nasser investiga em seis episódios os modos surpreendentes e intrincados pelos quais nos conectamos uns com os outros, no mundo todo. É na bancada e nos estudos de campo dos cientistas que podem estar as respostas que tanto procuramos.

A longa migração de pássaros está sendo estudada por ser um bom indicador da temporada de furacões. Na luta contra as superbactérias, a resposta pode estar no nosso cocô diário. Do Deserto do Saara vem a poeira que cria a fertilidade para o solo pobre da Amazônia. Alguns números, curiosamente, são mais usados do que outros, e há uma lei matemática que explica tudo isso e ajuda o Fisco de muitos países a combaterem a sonegação fiscal. Foi graças à meteorologia, inventada no século 19, que temos hoje a computação em nuvem.

À semelhança de outros programas, A Era dos Dados se ancora na curiosidade intrínseca do apresentador, que é PhD em história da ciência pela Universidade Harvard. Em sua jornada pelo conhecimento, o divertido Nasser revela como a conexão digital tem elevado a um outro patamar as descobertas científicas. A série não deixa de questionar o mundo cada vez mais vigiado e controlado remotamente. É surpreendente saber que um simples aplicativo de paquera é capaz de reunir 800 páginas de dados de uma única pessoa, sem que ela tenha a menor ideia de que isso esteja acontecendo. Poderíamos morrer sem essa informação, mas saber dela nos ajuda a ser mais críticos, outro artigo em falta para os bolsonaristas.

A Era dos Dados. Com Latif Nasser. Na Netflix.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Eduardo, só não entendi o que tem a ver a “parcela bolsonarista” kkk, primeira vez que temos um engenheiro astronauta como ministro de tecnologia e não um líder partidário trocando favor com o governo pra poder desviar dinheiro. Mas enfim, pás e mais mente aberta para os editores.

  2. Reportagem interessante, mas totalmente desnecessário falar em “parcela bolsonarista”. Comentário idiota de um provável imbecil que defende luladrão. O assunto é série de tecnologia, não política.

  3. Caros comentaristas anteriores, no que depender da parcela bolsonarista, que quer eliminar as ciências das nossas vidas – cortando financiamentos de pesquisas, pregando o criacionismo, tirando recursos da educação – logo não teremos mais público capaz de, minimamente, entender uma série de divulgação científica como essa. E, quanto menos se entender o mundo, mais espaço haverá para para bolsonarismos e ignorância. Os comentários do autor são coerentes e necessários sim.
    Quanto ao mencionado ministro, infelizmente é apenas decorativo, pois pouco se posicionou para evitar o desastre que nos espera.

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