Capa do CD EVA
A voz é o instrumento musical primordial da cantora e compositora paulistana radicada brasiliense Ligiana Costa no álbum EVA (Errante Voz Ativa)

A voz é o instrumento musical primordial da cantora e compositora paulistana radicada brasiliense Ligiana Costa no álbum EVA (Errante Voz Ativa). Formada em canto lírico na Universidade de Brasília e especializada em canto barroco na Holanda, ela fez mestrado em filologia musical da renascença e da idade média e doutorado em ópera barroca, ambos na Itália. Ligiana usa tais conhecimentos a serviço da elaboração de uma música popular concentrada e densa, em oito faixas batizadas com nomes femininos: Nice, , Luzia, Lilith e Eva, Maya, Afrodite, Nesrin e Rosa.

Ao sairmos desta casa entrelaçamos nossas mãos/ nosso amor, revolução/ se aqueles plantam ódio, nós seguimos nos amando/ e o sol brilha para nós, canta em Nice, do alto de um intrincado arranjo vocal. Nada, nada existe além do canto/ e dentro dele cabe tanto, cantam sobre belo arranjo vocal de matizes indígenas as vozes uníssonas de Ligiana e Lívia Nestrovski, em , evidentemente devotada à cantora Ná Ozzetti. Outras culturas emergem em Maya, em inglês, e Afrodite, em espanhol. EVA forja uma identidade una, toda fundada na complexidade que as gargantas humanas podem conferir à música. Leia mais sobre EVA aqui.

EVA (Errante Voz Ativa). De Ligiana Costa. YB.

Sabemos que pedir apoio é chato. Mas precisamos falar com você

Mascote FAROFAFÁ FAROFAFÁ é o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes e teatro. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não temos donos bilionários e não corremos atrás de cliques. Isso significa duas coisas:

1. Cobrimos o que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores nem seguir agendas externas.

2. Praticamos o jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu o disco, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Sabemos que nem todo mundo pode contribuir. Mas se nosso trabalho faz diferença na sua relação com a cultura, considere se juntar a quem mantém esse projeto vivo. Qualquer valor conta.

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome