Os trabalhos de Tadashi Kawamata consistem de impressionantes instalações artísticas concebidas a partir de materiais descartados pelo homem. Com a técnica de construir e desconstruir, o artista japonês dá nova vida a objetos sem valor. É o que se verá a partir de 4 de fevereiro na Japan House, em São Paulo, na exposição “Construção”. Serão mais de 90 mil pares de hashis, os “palitinhos” descartáveis utilizados nos restaurantes japoneses, que se transformam em formas inusitadas redefinindo o próprio espaço.

Kawamata tem ganhado espaço na cena contemporâneas e já veio ao Brasil mais de 30 anos atrás. Nascido em Hokkaido, em 1953, ele participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo, com a intervenção “Nove de Julho Caçapava”. O artista participou de duas edições do Documenta de Kassel, na Alemanha, em 1987 e 1992, e produziu obras em Paris, Berlim, Tóquio e Nova York.

Geralmente instaladas em ambientes concretos e altamente populosos, as peças monumentais de Kawamata desafiam o espaço ao introduzir na paisagem pilhas imensas de objetos tradicionalmente ignorados, mas que nessa construção artística viram instalações maciças e impossíveis de não serem notadas. A Japan House usou hashis de refugo, isto é, que foram descartados pela indústria por pequenos defeitos de fabricação.

Para montar a instalação, o centro cultural contou com a participação de estudantes do seu programa de voluntariado. Os jovens auxiliaram na montagem da instalação, sempre com a supervisão da equipe do artista japonês. Em paralelo, uma exposição semelhante de Kawamata está em cartaz, até março, na Misa Shin Gallery, Shiseido Window, em Tóquio, no Japão.

Exposição Construção. De Tadashi Kawamata. Na Japan House (Avenida Paulista, 52), de 4 de fevereiro a 12 de abril. Grátis.

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