Pedro Sertanejo
O pioneiro do forró em São Paulo, Pedro Sertanejo, é homenageado pelo Bloco do Baião em São Miguel Paulista

O sanfoneiro, cantor e compositor e radialista Pedro Sertanejo (1927-1997), nascido no município baiano de Euclides da Cunha, será homenageado neste sábado em São Paulo pelo Bloco do Baião, em São Miguel Paulista, na rua Irineu bonard, 169, a partir das 15 horas. De graça. Será a abertura oficial do Carnaval de São Miguel.

O Bloco do Baião nasceu em 2012 para homenagear, obviamente, o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Naquele ano, celebrou Gonzagão na Praça do Forró, em São Miguel Paulista (terra que já abrigou de Hermeto Paschoal a Edvaldo Santana e é torrão natal de Antonio Marcos).

Pedro Sertanejo, além de gravar mais de 100 discos autorais, também foi o criador da pioneira gravadora independente Cantagalo. Pai de Osvaldinho do Acordeon, seu pioneirismo na instauração de forrós em São Paulo é reconhecido pela comunidade nordestina, que o celebra como patrono do gênero na Capital. Segundo sua biografia na Wikipedia, Pedro Sertanejo, nascido Pedro de Almeida e Silva, realizou em 1956 a primeira gravação do gênero, acompanhado de seu conjunto. Era o xote Roseira do Norte, pela Copacabana, de sua autoria e Zé Gonzaga, além da polca “Zé Passinho na festa” (Pedro Sertanejo).

Em 1958, já na Todamérica, gravou de sua autoria, o baião “Balaio do norte” e “Forró brejeiro”, tocando acordeom. Em 1959, gravou a polca “Euclides da Cunha”, de sua autoria, em referência ao nome de sua cidade natal, e a rancheira “Caipirinha” de Nadim de Correia Marques. Em 1964 fundou o selo Cantagalo, dirigindo a gravadora por toda a década de 1960. Nesse período, convidou Dominguinhos, então iniciante, a gravar LP destinado ao público migrante nordestino.

O seu salão de forró, situado na Rua Catumbi, no bairro do Belenzinho, tornou-se um dos primeiros pontos de encontro de migrantes nordestinos em São Paulo. Tocaram ali, entre outros, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Zé Gonzaga, Marinês e Dominguinhos.

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