Hora de esquecer o gagaísmo e saudar o gagazz.
Lady Gaga agora tornou-se uma crooner de jazz, embora sua habilidade pop siga intacta em sua performance. Ela canta bem, e mesmo sem estofo para se tornar diva de jazz (ela não parece acreditar em Irving Berlin, Cole Porter, Gershwin e em nenhum dos standards que canta ao longo do concerto), empresta ao gênero alguma dose de iconoclastia e deboche que caiu bem.
Ela acaba de se apresentar com o velho Tony Bennett, 88 anos, no Jazz Fest de New Orleans.
Gaga e Bennett colocam 22 músicos de black tie no palco, além de maestro e dois pianos Steinway, um de cada lado.
Antes de subirem ao palco, a voz de Frank Sinatra anunciou Tony Bennett, o maior cantor do mundo. Bennett chegou e por sua vez chamou “a maior artista pop do mundo”, e entrou uma Gaga mais cheinha, mas dançando e rodando a baiana como somente ela sabe fazer. Ela consegue ser exultante ate cantando Anything Goes e They All Laughed.
Na plateia, uma solitária drag de peruca loira segurava um cartaz que dizia: “Feliz aniversário de 29 anos, Lady Gaga!”.
Uma entourage maior do que a da Madonna fazia a checagem de tudo e proibia fotos e proximidade com o povão. Mas El Pajaro que Come Piedra deu um jeito de fazer um ensaio da garota.
Na segunda canção, Cheek to Cheek, ela puxou o veterano crooner para dançar e Bennett fez o seu melhor. A sensação é que Gaga personaliza uma versão juvenil de Liza Minelli, com um sabor de club onde havia cabaré.
Claro que ela não ficou totalmente longe de seu personagem pop, e cantou Bang Bang (My Baby Shot me Down), cover de Cher, entre outras de seu repertório. Cerca de 22 mil pessoas viram o show, recorde no palco Gentilly. O que levou Bennett a fazer uma piada: “Eu gostaria que cada um aqui comprasse o nosso disco, porque ela precisa do dinheiro”, disse, olhando para a milionária Gaga.

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