foto: nana

ele é um rock star que vai tocar em uma cidade, mas não leva a banda.
“chegando lá, eu arrumo uma banda”, parece pensar.
bom, você vai dizer que estou falando de chuck berry, certo?
sim, chuck berry usa esse expediente, mas o astro em questão é carl barât, um dos meus delinquentes preferidos, o líder dos libertines.
fomos vê-lo ontem no beco, na rua augusta.
primeiro, uma espécie de billy bragg de ocasião subiu ao palco, lá pelas 23h.
tocou “ela é minha menina”, dos mutantes, tão toscamente quanto o belle and sebastian.
depois, vieram os paulistanos do black drawing chalks.
fazem bom rock’n’roll, mas ainda sem capacidade de mobilização popular.
é legal, mas parece um programa de computador de rock, não sei dizer (acho que ainda faltam umas canções mais bacanas para eles).
mas aí veio o carl barât, que uma mina no twitter chama de carlinhos barata (adorei).
ele mandou um set acústico.
“comprei esse chapéu em são paulo hoje”.
tocou what katie did, e eu já tinha a quarta cerveja na mão e ganhei a noite.
mas aí ele chamou sua novíssima banda de apoio ao palco, os black drawing chalks.
e não é que foi extraordinário?
fantástico?
fenomenal?
que noite de rock and roll! melhor que a banda anterior dele, dirty little things.
foi demais, mas eu tinha de trabalhar de manhã e saí antes de terminar.
parece que acabamos de sair de lá, tão tarde começou a bagaça.

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter desde 1986 e autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019), Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021), O Último Pau de Arara (Grafatório, 2021) e A Culpa é do Lou Reed (Reformatório, 2024)

1 COMENTÁRIO

  1. parabéns pela atenção total ao evento histórico que é um show do Mr. Dylan!!!
    dia 21 estarei em são paulo para o show. já reli sua matéria do "encontro com bob" umas cinco vezes… me arrepia só de imaginar…
    parabéns outra vez!!!

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