o grande, inimitável, fantástico, fenomenal, fundamental e genial LAERTE

os garotos da usp acordam o país.
os rançosos & invejosos & travados querem a pele deles.
eu, da minha parte, queria é estar entre eles.
diversos tipos de reacionários saíram dos esgotos.
tem o tipo clássico, aquele que diz: “eles fumam maconha, ouvem pink floyd e é tudo uma bosta, não vão chegar a lugar algum”.
sem discutir o mérito da coisa, mas eles têm 19 anos e uma experiência de vida nunca substitui a outra. têm o direito de fazer a mesma coisa que os velhacos fizemos.
para errar ou acertar onde nós erramos.

tem o reacionário estilo datena, que quer ver criança tomando borrachada da polícia.
esse tipo aí eu não quero nem comentar. freud é que deveria estar se ocupando dele.

tem os tecnocratas, os que veem ilegitimidade no movimento.
eu NUNCA vou achar uma reinvindicação injusta.
ela tem sempre sua razão.

tem os que chamam os estudantes de “vagabundos” por estarem discutindo política em vez de estudando.
ora, tirando o lula, quase todo mundo que tem alguma expressão no mundo político brasileiro já foi “vagabundo” no movimento estudantil: serra, fhc, marta, mercadante, lindbergh farias, dilma, aloysio, ciro gomes.
todo o espectro político nacional.

tem os que colocam o efeito antes da causa.
estudantes seriam “vândalos”, por destruir patrimônio público.
ora, duas ou três faixas e palavras de ordem não vão macular patrimônio público.
ademais, se houvesse mesmo preocupação com isso, as faculdades não estariam caindo aos pedaços, sem ar condicionado, sem limpeza, sem materiais de banheiros, sem manutenção.
isso é que é depredar o patrimônio público.

estou espantado com a reação carola e burra contra os garotos da usp.
talvez a maior reação advenha daqueles que já desistiram de mudar o mundo.
agarram-se a slogans moralistas (ORDEM, VIRTUOSIDADE, OBEDIÊNCIA).
isso tudo me cheira a mofo e puxa-saquismo.

bora mudar o mundo, garotada.
enterrem o ex-marxista fracassado que virou colunista de jornal e hoje escreve para agradar ao patrão (notem que ele critica tudo, menos o deus-patrão).
enterrem a desonestidade dos que chegam à questão com parti pris, com pontos de vista já tomados para desmoralizar vocês.

e polícia para quem precisa de polícia.

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter de jornalismo cultural desde 1986 e escritor, autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019) e Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021)

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