Coisas do Twitter: Ontem estreei twittar de dentro de um show, o show de Jorge Ben Jor, cá em São Paulo. E o que apareceu na tela foi mais ou menos o seguinte (acrescentarei os acentos que não conseguia na hora, ok?):

@pdralex Ben Jor: uma versão acachapante de Hermes Trismegisto pra começar a animar a festa.

@pdralex Ben Jor: mais maracatu que nunca.

@pdralex Ben Jor tá cantando “Magnólia”!!!!!

@pdralex Ben Jor: versão revigorada de “Os Alquimistas…”. Que é que tá acontecendo??!!

@pdralex E logo em seguida “Alcohol”, esquece aquele papo datado de passado-presente-futuro.

@pdralex Ben Jor: “Menina Mulher da Pele Preta”!! 😮

@pdralex “Zumbi” em versão reggae. Eu morro!!!

@pdralex Ben Jor: “Do Leme ao Pontal”, de Tim Maia!!

@pdralex Ben Jor: ele tá declamando “Cinco Minutos”!!

@pdralex “Jorge da Capadócia” em versão bem Fernanda Abreu, há quantos milênios ele não cantava essa?

@pdralex VOU GRITAR QUE NEM A XUXA: ELE TÁ CANTANDO “o homem da gravata florida”!!!!!

@pdralex Não, ele cantou “Jesualda”, eu não vou falar mais nada!

No calor do momento, me apeguei mais às canções de 1974, pelo espanto feliz de ver ele desimplicando do histórico “A Tábua de Esmeralda”. Mas foi muito mais que isso, e bastante entremeado com sambas de fases mais recentes e em geral menos admiradas de sua obra – e em releituras invariavelmente inspiradas. O roteiro, se eu não tiver confundido nem esquecido de nada, foi o seguinte:

“Hermes Trismegisto e Sua Celeste Tábua de Esmeralda” (1974)
“A Banda do Zé Pretinho” (1978) + “Salve Simpatia” (1979)
“Por Causa de Você, Menina” (1963)
“Mas Que Nada” (1963)
“Hoje É Dia de Festa” (2004 – ou 2002, na voz de Elza Soares)
“Maria Helena e Chiquinho” (2004)
“Santa Clara Clareou” (1981)
“Zazueira” (1968, na voz de Wilson Simonal)
“A Minha Menina” (1968)
“Que Maravilha” (1969)
“Magnólia” (1974)
“Ive Brussel” (1979)
“Engenho de Dentro” (1993)
“Os Alquimistas Estão Chegando os Alquimistas” (1974)
“Alcohol” (1993)
“Velhos, Flores, Criancinhas e Cachorros” (1975)
“Occulatus Abis” (1979)
“Menina Mulher da Pele Preta” (1974)
“O Telefone Tocou Novamente” (1970)
“Denize Rei” (1978)
“Que Pena” (1969)
“O Dia em Que o Sol Declarou Seu Amor pela Terra” (1981)
“Zumbi” (1974)
“Elizabeth Blue” (1986)
“Bebete Vãobora” (1969)
“País Tropical” (1969)
“Spiro Giro” (1991)
“Do Leme ao Pontal” (1983, de e com Tim Maia)
“W/Brasil (Chama o Síndico)” (1991, com uma introdução que eu não conhecia – seria outra música?)
“Ponta de Lança Africano (Umbarabarauma)” (1976)
“Fio Maravilha” (1972)
“Cinco Minutos” (1974, declamada no meio de “Fio Maravilha”)

Bis
“Jorge de Capadócia” (1975)
“O Homem da Gravata Florida” (1974)
“Jesualda” (1975)
“O Namorado da Viúva” (1974)
“Balança Pema” (1963)
“Eu Vou Torcer” (1974)
“Gostosa” (1995)
“Taj Mahal” (1972)
“Dumingaz” (1975)
“A Banda do Zé Pretinho” (1978) + “Salve Simpatia” (1979)

Sentiu o tranco? Cacildis.

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Editor de FAROFAFÁ, jornalista e crítico musical desde 1995, autor de "Tropicalismo - Decadência Bonita do Samba" (Boitempo, 2000), "Como Dois e Dois São Cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)" (Boitempo, 2004) e "Álbum" (Edições Sesc, 2021-2026)

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