o astronauta buzz aldrin caminhando sobre a superfície da lua, há 40 anos

Buzz Aldrin foi uma espécie de Barrichello da corrida espacial. Ele foi o segundo homem a pisar na Lua. Chegou logo após Neil Armstrong. Mas Buzz Aldrin cunhou uma frase muito melhor que a de Armstrong, aquela bobagem do “é um pequeno passo para mim, mas é um grande passo para a humanidade”.
Aldrin disse: “Que magnífica desolação!”.

Magnífica desolação é perfeito.
Cabe para muitas coisas, pessoas e lugares.

Los Angeles é uma magnífica desolação. Brasília é uma magnífica desolação. A vida de Michael Jackson foi uma magnífica desolação. O olhar de Beatriz Segall, o meio-campo do São Paulo, as entrevistas da Gisele.

Buzz Aldrin foi homenageado pela cultura pop.
É em sua memória que o personagem astronauta da animação Toy Story se chama Buzz Lightyear. Ele participou de Os Simpsons, colocando a própria voz em um personagem inspirado em si.
Buzz acaba de escrever um livro de memórias justamente com esse nome. Ele conta que sabia, logo após pisar na Lua, que passaria o resto da vida falando sobre aquilo, de universidades a jardins de infância.

A Lua é amiga e senhora de Buzz Lightyear.
Há 40 anos o homem pisava na Lua.
Os Estados Unidos, conta Buzz, gastavam 3,5% do seu orçamento na corrida espacial.
Hoje, gastam 0,06%.
E, em 2010, vão suspender definitivamente o programa do Ônibus Espacial.
A lua voltará a ser apenas para os cães e os lobisomens.

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