deixa eu contar. desde quarta-feira, 20 de maio de 2009, não sou mais funcionário da “carta capital”. a revista precisou demitir (apontar quais as razões não cabe a mim), e eu fui um dos “escolhidos” – também havia pedido para ser escolhido, mas acho que nesse caso isso não faz diferença. devo virar colaborador eventual da “cc” (pela qual ainda nutro grande respeito), mas isso depende de detalhes, não é certo ainda.

há meses – pelo menos desde dezembro passado, quando naufragou o projeto de uma revista de cultura que a companheira querida ana paula sousa e eu estávamos desenvolvendo na editora -, eu desejava ardentemente sair. infelizmente, não tive coragem de tomar eu mesmo a atitude, e permaneci acomodado esperando godot.

evidentemente, ser demitido não é gostoso. mas, fora o orgulho ferido, digo de peito aberto que estou muito feliz, muito, em especial por reconquistar um naco de uma matéria(-prima) de que há 14 anos eu não dispunha: liberdade.

o que vou fazer com minha liberdade, ainda não sei. mas tenho certeza absoluta de que novas histórias acontecerão, e que serão sensacionais (e estou aberto a sugestões!).

agora, vamos pro mundo!

p.s.: já está nas bancas a revista com meu texto de, em termos, despedida. é sobre chico science.

p.s. 2: meu e-mail preferencial, a partir de agora, é [email protected]

p.s. 3, para don gabu:


(*) esse título, de um samba de 1970 de são jorge ben (e acompanhamento do trio mocotó), foi escolhido a dedo, por um bocado de razões, é claro.

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Editor de FAROFAFÁ, jornalista e crítico musical desde 1995, autor de "Tropicalismo - Decadência Bonita do Samba" (Boitempo, 2000) e "Como Dois e Dois São Cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)" (Boitempo, 2004)

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