esta já circula (quase) livremente entre jornalistas, olha só uma das (possivelmente muitas) origens do pernóstico termo “ditabranda” que tanto nos anda assanhando cá na blogosfera. a “ditablanda”, na “boca santa” do “cordeirinho” augusto pinochet! – que o digam as mãos amputadas e o cadáver de victor jara.

seria o jornalismo da piada pronta? não, não seria, porque como piada soaria macabra, sem a mínima graça. e nada haverá de piada, se desgraçadamente for útil para desnudar os mecanismos ideológicos de certo tipo de “jornalismo” (se gostam tanto de comparar a venezuela de chávez com tudo que aparece pela frente, pergunto: seria a oligarquia midiática brasileira tão parva quanto a venezuelana? meu deus, socorro, seríamos?).

enfim, para quem possa porventura estar achando exagerado todo o fuzuê em torno de uma “palavrinha” só, há uma reflexão que eu gostaria de propor: a, digamos assim, irritação extrema desabafada por pencas de leitores contra o termo “ditabranda” (vide, por exemplo, os leitores do blog-folha-uol do marcelo coelho) talvez não se explique apenas por ela própria, nela própria.

não faz pouco tempo que a “folha” vem, digamos assim, irritando leitores que por décadas lhe foram caninamente fiéis e equinamente leais (eu incluído entre eles, em maringá e em são paulo, fora e dentro da redação da barão de limeira). prest’enção, a irritação contra o escorregão na banana da ditafunda pode ser bem mais que mera e passageira irritação (hoje também sou daqueles que, como vi outros leitores blogosféricos afirmar, desligam o telefone na cara da moça das assinaturas da “folha” quando ela vem querer me convencer a voltar a ficar de rabo preso com o jornalão).

como diria um cantor popular que nunca foi o predileto da “folha”, pode ter sido a gota d’água que faltava para despejar todo um aguaceiro represado.

qualquer desatenção, faça não. pode ser a gota d’água.

ou, para visitar ainda o mesmo compositor.

o lema do cão: lealdade eterna-na, não fazer baderna-na. entrar na caserna-na, o rabo entre as pernas-nas. fidelidade à minha farda, sempre na guarda do seu portão. fidelidade à minha fome, sempre mordomo e cada vez mais cão.

mas, em compensação, o coice do “burro”: jumento não é, jumento não é o grande malandro da praça. trabalha, trabalha de graça. não agrada ninguém, nem nome não tem, é manso e não faz pirraça. mas quando a carcaça ameaça rachar, que coices, que coices, que coices que dá.

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