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o nome dele é rogê.
fez um disco de samba, brasil em brasa, que já destaco entre os melhores que ouvi esse ano. dos melhores que ouvi em muito tempo.
no mínimo, já elegi no disco dele a melhor música brasileira da temporada, numa cidade muito longe daqui, de arlindo cruz.
nessa música, paulo cesar pereio e luis melodia ajudam rogê a contar a história de um meganha e de um bandidão que trocam tiros e, feridos, vão parar na mesma ambulância e continuam a trocar farpas na maca.
fenomenal, fabulosa, fantástica!
para barbarizar, rogê regravou construção, do chico buarque, criando um samba dub de arrepiar.
rogê tem 33 anos, foi aluno de música da unirio.
assina nove das 11 faixas do disco, e se mostra um compositor inspirado, mas não marrento – o seu sambinha é popular e é inteligente, porque o samba carioca é tradicionalmente artesanal e inteligente.
ele me sugere uma mistura de pedro miranda com marcelo d2, mas está liricamente vestido com as armas de aldir blanc e joão bosco.
rogê diz que gravou brasil em brasa em 2007, lançou no rio de janeiro e só agora no brasil inteiro. não conheço rogê ainda, mas pretendo.

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter de jornalismo cultural desde 1986 e escritor, autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019) e Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021)

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