sexta-feira, junho 5, 2020

Edifício Família

Uma grande família vive unida na aprazível residência da avenida 9 de Julho, 210, no centro de São Paulo. A matriarca, a gerente comercial Carmen, orienta a filharada com prazer, rigidez e determinação. É heterogênea essa grande família. A filha Janice, a Preta, é publicitária formada. Alexandre, corretor de seguros, já foi vendedor, bombeiro civil, garçom, barman, dono de empresa...

@s jornalistas estão livres (*)

Nós somos @s #JornalistasLivres. Quem Somos nós?   #JornalistasLivres somos uma rede de coletivos originada na diversidade. Existimos em contraponto à falsa unidade de pensamento e ação do jornalismo praticado pela mídia tradicional centralizada e centralizadora. Pensamos com nossas próprias cabeças, cada um(a) de nós com sua própria cabeça. Os valores que nos unem são o amor apaixonado pela democracia e a defesa...

Uma passeata para o SIM

Sexta-feira, 27 de março de 2015. Lá vai a procissão, se arrastando que nem cobra pelo chão da avenida Paulista, espinha dorsal da maior cidade da América do Sul. Não se trata de reza, ladainha ou ofertório de xingos para Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Sob contrariedade da mídia multinacional tradicional capitaneada pelas Organizações Globo, milhares e milhares de...

De dentes bem arreganhados

"Vai passar nessa avenida um samba popular/ cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar", cantava sozinho no asfalto da avenida Paulista um senhor idoso, grisalho, corpulento. No tempo em que nossos caminhos se cruzaram, a cantoria não chegou ao verso que diz que "o estandarte do sanatório geral vai passar". Mas era disso que se tratava o...

15 de março de 2015, dia da mentira

Com 23 anos de repórter, jamais havia me defrontado com uma situação como essa. Como escrever um texto no qual meus 12 entrevistados mentiram? Poderia expô-los, relatando as mentiras, depois as incoerências e desinformações e, também, as verdades que me disseram. Mas sempre adotei como norma de repórter ignorar o depoimento de um personagem que tentava me enganar. O 15...

Um dia de ninja (*)

Parece que eu estou dentro de um filme. Quando me dou conta, estou no meio da cena. Do alto do carro de som, e ecoando pelo asfalto, os militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) entoam com força o manjadíssimo slogan de manifestações  "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!". Passam correndo por mim um, dois, três, não...

“A esquerda sai de alma lavada” (*)

No dia 25 de janeiro de 1984, eu tinha 15 anos, uma vaga noção do que eram as Diretas-Já, mas a certeza de que devia estar na Praça da Sé. Era uma data histórica demais para não ser uma entre as mais de 300 mil pessoas presentes à “maior manifestação já realizada em São Paulo desde a Marcha da...