20 haicais de Issa. Capa. Reprodução
20 haicais de Issa. Capa. Reprodução

É graças ao tradutor Cide Piquet que o Brasil conhece, hoje (antes tarde do que nunca), a poesia exuberante de Nicanor Parra, cujo “Só para maiores de cem anos” [Editora 34, 2018] é traduzido por ele e Joana Barossi.

Agora, aproveitando o confinamento imposto pela pandemia de coronavírus, ele solta “20 haicais de Issa”, plaquete eletrônica, que ele disponibilizou para download através de um link publicado no facebook. “Esta plaquete foi composta (…) em regime caseiro, durante a pandemia de Covid-19, na cidade de São Paulo, entre março e abril de 2020, e é a primeira publicação — independente e gratuita — da editora Igarapé”, apresenta-se.

Assim ele anuncia a publicação na rede social: “Caros amigos, caras amigas, me lembrei esses dias de uns haicais do poeta japonês Kobayashi Issa que eu tinha traduzido há alguns anos, tive a sorte de encontrar o arquivo e, aproveitando a paz momentânea e o silêncio quase absoluto de uma manhã de domingo, acabei revisando-os, traduzindo mais alguns e — com a amorosa colaboração dos amigos Cynthia Cruttenden, Fabrício Corsaletti e da companheira Cami De Mou — compondo uma plaquete eletrônica. Deixo-a aqui para livre acesso e download, esperando que os versos do poeta e sacerdote budista lhes tragam, senão conforto, ao menos uma breve companhia nestes dias de tristeza e solidão”.

“O poeta e sacerdote budista Kobayashi Issa (1763-1827), ou simplemente Issa, foi um dos grandes mestres do haiku ou haicai japonês, ao lado de Bashô, Buson e Shiki, e um dos mais amados, pela singeleza com que expressa seus sentimentos e por sua compaixão pelos homens e animais”, apresenta texto no volume.

Ao menos dois haicais soam extremamente apropriados para este momento, no mundo: “Nas chamas/ estão em prantos/ todas as criaturas” e “”Lembra que vais morrer”/ ensinam/ as flores da cerejeira”, jogando em nossa cara nossa fragilidade e insignificância.

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