Foto de Gerson Lopes

  1. Acaba de vez com o blablablá de reaça ignorante que enchia a boca para falar que o cinema brasileiro era mal feito. Reaçada teve de assistir ao filme (mesmo escondida) e ficou sem argumento, obrigando-se a terceirizar a crítica nonsense para outro tipo de espírito de porco assalariado ou teleguiado.
  1. Impele espectadores brasileiros a voltarem às salas de cinema, acompanharem as produções nacionais novas, debaterem sua própria realidade e temas. Ninguém mais quer ficar de fora do bafafá, ficar boiando nas conversas de bar, ignorar o entusiasmo em torno da redescoberta de Erasmo ou a existência da Livraria Argumento (e outras resistentes).
  1. Ao empilhar premiações inéditas no mundo todo, incluindo o prêmio Goya na Espanha, o filme atraiu as atenções do planeta para as questões brasileiras do passado e do presente, reinserindo o protagonismo do País no debate global (e dando uma folga para o Lula, que fazia isso sozinho).
  1. Traz divisas de geração espontânea para a cultura, renovando a capacidade do País de exportar seus artefatos artísticos. O filme foi campeão de bilheterias até nos Estados Unidos, derrubando por um momento reservas de mercado aqui e lá. Abriu-se a porteira.
  1. Obriga o governo brasileiro a sair de seu imobilismo em relação a políticas e legislações de natureza audiovisual, como a taxação do Vídeo Sob Demanda (VoD), que vem sendo varrida para baixo do tapete desde 2013, e o impele a obrigar a Ancine a cumprir o seu papel e fiscalizar o cumprimento da cota de tela, único mecanismo que pode garantir a reserva de mercado para o filme nacional.
  1. Consagra definitivamente o clã Torres-Montenegro, DNA de excelência interpretativa e ética. Fernanda Torres, de quebra, ainda mostrou nos últimos meses como driblar com elegância e paciência extrema a onda de bajulação que se criou a partir do êxito do filme (ela sabe que essa também é uma característica nacional), destacando sempre a vitória do cinema brasileiro.
  1. Põe a nu o autoritarismo cultural da extrema direita, que, sem dispor de obras, nomes ou uma produção criativa minimamente relevante, ocupa-se majoritariamente de hostilizar os notáveis artistas de exportação brasileiros, que cuidam de afirmar um dos nossos produtos de exportação de excelência – a ponta de lança do chamado soft power. Vai ser difícil, daqui por diante, para o terraplanismo cultural…
  1. Ensina as plateias mal acostumadas com “porra”, “caralho”, “vou te dar um tiro na cara” e outros refinamentos tropadeelitícos a apreciar um outro tipo de filme, no qual a violência e a tensão estão subentendidos, devem ser captados nos olhares dos atores, na indiferença do gerente de banco, no pânico do vizinho, na alfabetização histórica. Ensina. Educa.
  1. Ao jogar luz sobre o caso Rubens Paiva, o filme ajudou a reabrir os casos escabrosos de desaparecimento e tortura de cidadãos e cidadãs durante a ditadura militar, processo que estava em banho-maria após o malfadado governo de penúria ética e apagamento histórico de Jair Bolsonaro. Esvaziou também a ladainha da “polarização cultural” a que certo tipo de imprensa recorre cotidianamente – o que há de polarização entre um espectro político que comete atentados, sequestra, assassina e mente contra outro que atua dentro das regras do jogo democrático?
  1. O cinema brasileiro volta a discutir as questões de exceção e regra – qual o investimento necessário para apoiar um êxito global e qual o critério para que isso se torne rotineiro, normalizando a prioridade da distribuição e exibição do filme brasileiro em mercados externos. Por que a agência nacional de cinema deu ajuda zero à promoção de filmes como os de Petra Costa, Barbara Paz, Wagner Moura, Lázaro Ramos e Walter Salles?  

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.

2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

1 COMENTÁRIO

  1. Adult 3d virtual36d escort tsArt nouveau nude lady choker hugeAf dragonball gt
    hentai zSex muscles glutesStrip meta html tagsMacau maturesSilicone breast prostesisWomen strip in carAmateur glamour photographers xnxx Porn virtual cardsDoes beer make
    boobs biggerNaste xxx videoSexy wemen nudeSends sex student tape teacherNude
    pictures of shelby grantAdult entertainment in myrtle beach
    scNaked men celebretiesPic of girl with two vaginas https://free.xnxxtubexxx.cc/ Mother and daugter
    nudePatrick adult slipperExfoliating facial gelClip free older
    sex womanFree lady naked pictureMoms fucking theirs sonBaby sitter fucks
    a nigger xnxx College had have percent sex student whoPrison true sex storiesMelissa midwest penisGay adult felchingClip free hardcore porn videoBig huge tits areolaBlack black dick gay man suckingSex files tv show hostBra
    cutie teenSasha deeds escortFree pics of fat anal sexAisian nude photo free picsFerari escorts floridaPretty very young nude girlsLow sexual desires in womenBoob
    slipped out in publicFree male teen masturbation party videoSex in the dentist
    chairCan clitoris be sensitive in everyday lifeSara gilbert breastsPorn japanese forum

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome