Yifei Liu interpreta Mulan, live-action da Disney - Foto: Jasin Boland/Disney
Yifei Liu interpreta Mulan, live-action da Disney - Foto: Jasin Boland/Disney

Para contra-atacar a invasão chinesa do Tik Tok, os Estados Unidos devolvem com o live-action Mulan. O desenho animado de 1998 foi um dos pioneiros ao fugir do estereótipo de filmes de princesa da Disney, mas foi mal recebido pela visão caricata do país asiático. Desta vez, a superprodução, a cargo da neozelandesa Niki Caro, adota um preceito básico: respeitar a cultura do povo oriental.

O filme conta a tradicional lenda de Fa Mulan (Yifei Liu), a jovem que para livrar o pai da morte, porque ele não poderia atender ao chamado para a guerra, se passa por homem e vira soldada no exército do Imperador. A Balada de Mulan é uma história já retratada em inúmeras versões, inclusive a animação da Disney. 

Sinal dos tempos, o live-action trafega por trilhos já bem assentados por filmes como O Tigre e o Dragão (2000, de Ang Lee) e O Clã das Adagas Voadoras (2004, de Zhang Yimou), que ensinaram como equilibrar drama e artes marciais. Mulan também aposta nas imagéticas cenas do wuxia, um gênero cinematográfico e literário criado pelos chineses para retratar as lutas de espadas em um período medieval. Na nova produção, o conceito se une ao taoísmo, em que viver em harmonia com a natureza cumpre um papel essencial.

O novo Mulan abandona o humor do personagem do dragão Wushu (imortalizado na voz de Eddie Murphy) e incorpora a bruxa Xianniang (Gong Li), que servirá de guia para a jornada da heroína. Prevista para ser lançado no primeiro semestre, a produção entrou no catálogo da Disney+ de outros países em formato pago e gratuito no Brasil. Teve um orçamento de US$ 200 milhões, mas arrecadou até agora US$ 66,8 milhões.

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Mulan. De Niki Caro. No Disney+, 115 minutos.

 

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