Ancine
Operários encarregados de arrancar cartazes de filmes colados por manifestantes no tapume da sede da Ancine, no Rio

A associação de servidores da Agência Nacional de Cinema (Ancine) manifestou-se publicamente em relação a notícia do Farofafá, em reportagem veiculada na semana passada, que mostrou um primeiro passo do governo Bolsonaro na sua expressa intenção de extinguir a Ancine. O entendimento da  Associação dos Servidores Públicos da Ancine (Aspac) é idêntico ao da equipe do Farofafá: o documento externa preocupação com os rumos da política audiovisual. Um grupo de ativistas, o Fica Ancine, marcou uma manifestação com propósito semelhante, o de advertir contra o desmonte, na frente da agência, no Rio, no próximo dia 30 (Avenida Graça Aranha 35, Rio de Janeiro), às 17 horas. Todas as pessoas que se importam com o destino do cinema brasileiro estão convidadas a participar.

“A mais recente investida contra políticas de defesa e estímulo ao desenvolvimento do setor deu-se com a instituição, pelo Ministério das Comunicações, de um Grupo de Trabalho para revisão da Lei 12.485/2011, prescindindo da participação da  Ancine, justamente o órgão responsável pela formulação de políticas públicas relativas a fomento, regulação e fiscalização do audiovisual nacional”, afirma o documento da Aspac.

“Por trás do discurso de atualização do marco jurídico-regulatório, evidencia-se na verdade aparente intuito de desestruturação de pelo menos um dos pilares da Ancine, seu arcabouço regulatório. Tais medidas arriscam não apenas a existência e continuidade da agência, mas também, principalmente, a existência e continuidade de grande parte da atual indústria cinematográfica e videofonográfica brasileira, renascida e consolidada nas últimas décadas, gerando empregos, renda, narrativas diversas, e sonhos, projetados nas múltiplas telas que hoje se oferecem à fruição pelo público espectador e telespectador”.

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