Renato Piau faz o oitavo show sem Luiz Melodia em Iguape, no litoral de São Paulo, na noite de sábado. Na cadeira vazia de Melodia, um tecido africano. Melodia morreu no dia 4 de agosto, aos 66 anos. Piau o conheceu em um show de Gal Costa, quando ela incluiu Pérola Negra, do jovem compositor Melodia, do Estácio, no repertório. Era Gal Fa-Tal, em 1971. Piau e Melodia ficaram amigos e parceiros. De lá para cá, Piau acompanhou Melodia ano após anos, por todo o País e pela Europa, Estados Unidos, Ásia, todo lugar. Mais de 40 anos lado a lado. Uma vez, um crítico de música desancou a composição Fadas, de Melodia. Que estava fazendo sucesso, surpreendendo até mesmo Melodia, que a tinha deixado para trás. Melodia comentou com Piau: “Olha isso aqui, Piau. O crítico Fulano diz que não entendeu nada da letra de Fadas. Mas então porque ele não assobia apenas?”.
Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!
Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.
Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:
1. Cobrimos o que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores nem seguir agendas externas.
2. Praticamos o jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu o disco, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.
Se nosso trabalho faz diferença na sua relação com a cultura, considere se juntar a quem mantém esse projeto vivo. Qualquer valor conta.