foto do júri do concurso de drag queens na virada cultural 2016
Quanto vale a MPB emergente?
Quem está com o passe mais valorizado? Quem está em ascensão? Quem está no descenso?
Um bom indicador, descobri hoje, pode ser a Virada Cultural 2016. Não tanto pelo palco de destaque que o artista tenha frequentado, mas pelos cachês.
O cachê da Virada, é bom que se diga, é diferente de um show tradicional por alguns motivos: primeiro, porque é um show aberto de natureza pública, em locais públicos, para público impreciso (pode ser elástico), tem uma excepcionalidade. Muitos cachês que vou citar aqui envolvem o pagamento de uma banda (no caso do Emicida, por exemplo, é uma banda gigante). Aláfia, por exemplo, é uma big band. Não olhem apenas com os olhos vazados do moralismo, vejam pelo lado de que se compõe um retrato dos ídolos que surgem em nosso tempo – e como dado de transparência; afinal, é um evento bancado pelo poder público.
Eis o ranking:
EMICIDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .    R$ 70 mil (2 shows)
CRIOLO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 55 mil
LINEKER . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . .  . . . . . .R$ 28 mil
RASHID . . . . . . . . . . . . .. . . .  . . . . . . . . . . . . .R$ 23 mil
ALÁFIA . . . . . .  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 10 mil
DEXTER . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 9 mil
JOHNNY HOOKER . . .. . . . . . . . . . . . . . . . .  . R$ 8 mil
Entre os shows mais portentosos da Virada Cultural, estava o do grupo Palavra Cantada, cujo cachê foi de R$ 167 mil (mas foi para mais de um show, como o Emicida aí em cima; a Assessoria de Comunicação da Prefeitura me informou). Elba Ramalho cobrou R$ 77 mil (também para 2 shows).  Ângela Maria, 50 mil. Roberta Miranda cobrou 49 mil. Erasmo Carlos, 39 mil. Beto Barbosa cobrou R$ 33 mil. E Wanderlea cobrou R$ 30 mil. Bebeto, 26 mil. A banda oitentista Plebe Rude cobrou R$ 23 mil.  Mano Brown cobrou R$ 55 mil (2 shows). Não achei ainda o do Ney Matogrosso, provavelmente um dos de maior público. Conforme for encontrando, vou atualizando.

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter desde 1986 e autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019), Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021), O Último Pau de Arara (Grafatório, 2021) e A Culpa é do Lou Reed (Reformatório, 2024)

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