Parece que os ânimos andam incomumente acirrados no showbiz, mas não há como negar. À parte a truculência policial que se dissemina pelo país, os palavrões e xingamentos animais da cantora e a atitude vergonhosa do governador (petista) de Sergipe, Marcelo Deda, a anunciada despedida de Rita Lee dos palcos, no sábado, foi sensacionalmente rock’n’roll. Depois da tempestade, há de restar o divertimento.

Eis o já mais que disseminado vídeo que dá conta dos recados todos:

Como pancadaria é o que dá ibope, uma infornação paralela passou desapercebida diante do pau na mesa da cantora-compositora-artista mais feminista do Brasil nestas últimas décadas. Ela mesma trouxe a notícia, via @litaree_real:

“Nāo há segredos na twitterapia, pois bem, eu tenho Parkinsonismo. Adquire-se pelo uso excessivo d remédios errados. Googlem-se”.

FAROFAFÁ presta aqui seu triplo agradecimento a Rita Lee, por a) existir, b) levantar-se contra abusos e truculências de autoridades constituídas, e c) falar transparentemente (ainda que de modo ligeiro) sobre as motivações por trás da retirada dos palcos. Obrigados por tudo, sempre, sra. encantadora de serpentes!

Dá-lhe, ovelha negra. E, poxa, vê se não se esquece da gente aqui da tua terra natal: pelas imagens que temos visto diariamente, a polícia paulista anda umas 7.000 vezes mais violenta e feroz que a sergipana.

(n. do a.: dedico este tópico a minha adorada Daniela Rocha, por razões que só ela há de entender.)

 
Siga o FAROFAFÁ no Twitter
Conheça nossa página no Facebook

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.

2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome