Etta James, aos 72 anos, foi internada hoje com uma infecção grave. Nunca vi uma mulher cantando com tanta ênfase uma canção de mulher para mulheres com indignação de mulher como Etta James fez com I’d Rather Go Blind. É uma das maiores canções de todos os tempos. Beyoncé gravou uma versão, em Cadillac Records, mas Beyoncé teria de viver duas vidas para sentir algo perto disso aqui.
E o blues nunca foi tão lancinante quanto na voz dessa mulher. Muita gente a conhece mais pelo apelido de Miss Peaches.
Eu a vi no Velódromo da USP cantando numa mesma jornada que tinha B.B. King. Elas nasceu em 1938 e seu nome real é Jamesetta Hawkins. Mulata, filha de mãe negra e pai branco desconhecido (a mãe disse a ela que o pai fora Minnesota Fats, um lendário jogador de sinuca cujo nome real era Rudolf Wanderone). Espero que Etta saia ilesa dessa.
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Jotabê, Tomara que ela fique bem e saia ilesa. Se for Alzheimer, que possa levar uma vida digna e cheia de música! É a grande dama do blues e do jazz em atividade, agora que Koko Taylor e Carmen McRae foram pro céu. E tem um dvd do B. B. King, com participação de uma porrada de astros do blues e do rock (Eric Clapton, Phil Collins, Albert King, Stevie Ray Vaughan e outros) em que ela faz um dueto fantástico com outro monstro, o grande Dr. John. Abração – e até o show do B. B. King – tenho certeza de que você vai estar por lá. E um abraço pro Lalo, que deu uma sumida do jazz + bossa!
Parece que não há mais esse buraco de dor por onde saem as canções como na época das tias (Etta, Koko, Billy, Tina do Ike, etc.). Hoje as canções saem pela boca. Belas bocas, mas rasinhas. Beijo. Fernanda D´Umbra.
Nossa! Vi esse show na USP. Algo em torno de 1989?
Creio que foi por aí, 1989.
Etta tava mó popozuda!
Hehehehehehe
Danou-se, o filho acaba de dizer que ela tem Alzheimer.
Jotabê,
Tomara que ela fique bem e saia ilesa. Se for Alzheimer, que possa levar uma vida digna e cheia de música!
É a grande dama do blues e do jazz em atividade, agora que Koko Taylor e Carmen McRae foram pro céu.
E tem um dvd do B. B. King, com participação de uma porrada de astros do blues e do rock (Eric Clapton, Phil Collins, Albert King, Stevie Ray Vaughan e outros) em que ela faz um dueto fantástico com outro monstro, o grande Dr. John.
Abração – e até o show do B. B. King – tenho certeza de que você vai estar por lá.
E um abraço pro Lalo, que deu uma sumida do jazz + bossa!
Parece que não há mais esse buraco de dor por onde saem as canções como na época das tias (Etta, Koko, Billy, Tina do Ike, etc.). Hoje as canções saem pela boca. Belas bocas, mas rasinhas. Beijo. Fernanda D´Umbra.