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QUERO APOIARA duas horas do show de Stevie Wonder, no meio de 16 mil pessoas, havia um pequeno cercado de cerca de quatro metros quadrados e um aviso: “Please, leave the nesting bird alone” (Por favor, deixe o ninho do pássaro em paz”). Os ovos estavam devidamente protegidos e o público se espalhava em volta tranqüilamente, respeitosamente.
Bom, considerando-se que cada ingresso para o festival custa em média US$ 50, e considerando-se que os ovos realmente se tornem patinhos, trata-se do espaço mais nobre e com a melhor vista do festival – e custaria em média uns US$ 800, se o espectador fosse gente, porque cabem 16 pessoas no cercadinho. “Não se trata sempre do dinheiro. Nós respeitamos a vida, é muito importante para nós”, disse ao jornal local Times-Picauyne o diretor do palco, Tague Richardson, que tomou a decisão de proteger os futuros marrecos em seu habitat natural.
O problema maior é que, até agora, a marreca não parece ter gostado muito do som que está rolando no festival. Ela não deu mais as caras e abandonou seus ovos. A torcida é grande para que a marreca do tipo mallard volte, mas nada da dona dos ovos. Adotou um comportamento de diva do jazz. Os espectadores que instalaram cadeiras em volta do cercado já até a apelidaram de Dinah, em homenagem a uma das maiores cantoras do jazz de todos os tempos, Dinah Washington
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