Evaldo Freire: a lágrima doída de um homem assombrado

A voz forte e dolorida é o mais evidente indício do peso que Evaldo Freire leva inscrito na alma. Desiludido com o mundo, o meio musical, as relações estabelecidas entre ricos e pobres, ele leva para suas canções o drama que é ser ele mesmo: já cantou a morte da mãe, as dores de ser deixado, a vingança de...

Bartô Galeno: o ídolo gentil das multidões

Unanimidade entre os fãs da música popular romântica, cantor e compositor citado e gravado por diversos cantores presentes nesta série, Bartô Galeno é tratado como rei por onde passa. Humilde, a voz macia e a cabeleira farta, é ainda um dos mais requisitados cantores de seu gênero, com uma agenda que pode chegar a cinco shows semanais. Aqui, acompanhado...

O clube dos corações partidos

Uma traição, uma despedida, um encontro que não aconteceu. Uma mulher ingrata, um casamento que se acaba, um desabafo de quem já não ama aquela que o magoou. Durante uma semana, traremos o perfil de sete cantores do gênero popular romântico, aqueles inseridos no que se convencionou chamar de brega. Há, no entanto, um teor pejorativo no termo que não...

Eumir Deodato, Wanderléa, Jorge Mautner e Odair José

Sete artistas e uma banda reinterpretam no Teatro Municipal álbuns clássicos de suas carreiras Em programação já tradicional da Virada Cultural, o Teatro Municipal abrigará neste ano sete artistas e uma banda reinterpretando álbuns clássicos de suas carreiras, num cardápio variado que inclui a revisão de discos dos anos 1970 de Angela Ro Ro, Eumir Deodato, Fagner, Jorge Mautner, Odair...

Agnaldo Timóteo, brucutu da canção pop

Polemista, direitista, reacionário, truculento - e grande intérprete -, o cantor-vereador que foi motorista de Angela Maria defende a ditadura e vê sua obra rebelde reeditada.   O vereador-cantor Agnaldo Timóteo (PR-SP), eterno polemista, causou espécie na semana que passou, na Câmara Municipal de São Paulo, ao defender a ditadura militar brasileira numa sessão da comissão da verdade que investiga os...

Wando, sedutor de morenas e mestiços

O mestiço Wando (1945-2012) veio da pequena Cajuri, no interior de Minas Gerais, mas trazia a sina litorânea do sambista impressa na pele no início de sua carreira musical, na virada dos anos 1960 para 1970. Seu primeiro LP, de 1973, chamava-se Glória a Deus no Céu e Samba na Terra, e a faixa-título abria o disco em pique...

Pra ficar tudo joia rara

  Benito di Paula, o homem que trouxe o piano para o primeiro plano do samba, chegou para o ensaio no estúdio no bairro paulistano de Pinheiros com seu filho Rodrigo Vellozo e um carrão a tiracolo. Fez questão de estacionar na estreita garagem do local, e passou alguns minutos encenando, com ar divertido, a impossibilidade de sair do carrão...