maria machadão, de jorge amado, é personagem intrigante.
há quem jure que a dona do puteiro bataclan, em ilhéus, nunca existiu.
antônia machado era como se chamava maria machadão, cafetina-mór, nos efervescentes anos 1920, do prostíbulo bataclan.
um lugar no qual os coronéis acendiam charutos com notas de 500 réis.
o próprio jorge amado (que perdeu a virgindade no prostíbulo, com uma prostituta, contam) era ambíguo em relação à pessoa que o inspirou – como de resto, era cauteloso com todos os coronéis que o inspiraram, já que estes continuavam vivos e ativos na bahia.
bom, há dois anos, um senhor nonagenário, conhecido em ilhéus como POPOF, chegou ao atual bataclan, um centro-cultural-museu-restaurante na cidade, e deu um retrato de mulher ao atual proprietário, o chef paulinho martins.
o retrato é esse aqui.
popof jurou: essa aqui era a maria machadão, eu a conheci, ela existiu de fato.
em gabriela, o livro, ela nem tem tanta importância.
mas, na novela dos anos 1970, tornou-se fundamental com a performance da atriz eloísa mafalda.
agora, o papel é de ivete sangalo.
curtam aqui a verdadeira machadão
será?
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