Show de lançamento acontece pouco mais de uma semana depois do aniversário de 78 anos de Ronaldo Bastos, seu parceiro nas 10 faixas do álbum
Há pouco mais de uma semana, no último dia 21 de janeiro, o letrista Ronaldo Bastos completou 78 anos. Nome fundamental do Clube da Esquina é parceiro de meio mundo de gente — e foi gravado e regravado pelo outro meio mundo.

Em setembro passado chegou às plataformas digitais “A universa me sorriu”, álbum de Pélico, nome que chama a atenção desde seu álbum de estreia, “O último dia de um homem sem juízo” (2008). Este trabalho mais recente é formado inteiramente por parcerias de Pélico e Ronaldo Bastos e conta com participações especiais de Marisa Orth (em “É melhor assim”) e Silvia Machete (em “Sem parar”, com palavras em português e inglês). “Deusa mística” fecha o repertório do álbum e tem por subtítulo “Para Catto”, revelando sua homenageada, artista que também já gravou Pélico.
Pélico sempre foi um compositor solitário e esta foi a primeira vez em que dedicou um projeto inteiro a parcerias. O método de composição foi diverso, entre novidades trazidas por Ronaldo Bastos, pérolas pescadas de seu baú de guardados e mesmo momentos em que sentaram para compor juntos.
A faixa-título, que abre o disco, traz versos sublimes (como, aliás, outras faixas ao longo do trabalho), de pura sabedoria (e reconhecimento da sabedoria das mães): “minha mãe sempre dizia/ que o tempo não apaga a cicatriz/ que a graça dessa vida/ é essa mania de insistir em ser feliz”, um reconhecimento ao poder feminino, inclusive traduzido no gênero atribuído ao universo.
Mães também comparecem nas letras de “Sua mãe tinha razão” (parceria da dupla com Léo Pereda) e “Louva-a-Deus”: “eu só quero ouvir/ mais um louva-a-Deus/ se Deus for mãe”.
A expressão “A universa me sorriu”, aliás, foi dita uma série de vezes, antes de virar canção. Pélico reconhece a sorte, a bênção, o presente em se tornar parceiro de Bastos, um dos letristas mais importantes da história da música popular brasileira em todos os tempos: não é qualquer coisa e não é para qualquer um.
No álbum, a voz de Pélico tem por base o violão nylon de João Erbetta e a percuteria de Guilherme Kastrup.
Serviço — Como um presente ao parceiro (e a si próprio), Pélico faz show de lançamento de “A universa me sorriu” neste sábado (31, data em que completa 50 anos), no Centro Cultural São Paulo (CCSP, Rua Vergueiro, 1000), às 19h. No palco, Pélico (voz) estará acompanhado por Jesus Sanchez (baixo), que também assina a produção do álbum, Regis Damasceno (guitarra e violão), João Erbetta (guitarra e violão), Clayton Martin (bateria) e Laura Lavieri (backing vocal).
Extras — Sobre o álbum, Pélico conversou com este resenhista no Balaio Cultural de 4 de outubro de 2025, na Rádio Timbira FM (95,5), de São Luís do Maranhão. Re/veja:
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Veja o lyric video de “Infinito blue”:




