Passadas 48 horas de sua exoneração, Mario Frias segue usando as redes sociais do governo se apresentando como Secretário Especial de Cultura e usufruindo dos seguidores que o cargo oficial lhe proporcionou. Seus principais assessores, também exonerados para disputar eleições, persistem pendurados nos perfis oficiais, caso de Sérgio Camargo, ex-presidente da Fundação Palmares (que usa o logotipo da fundação), e André Porciuncula, ex-secretário de Fomento, que ainda usa link do Ministério do Turismo como endereço virtual.

Nesta manhã de sábado, 2 de abril, Mario Frias postou há poucas horas em seu perfil no Twitter. Os posts são quase sempre atacando adversários políticos – é compreensível, porque a gestão que terminou não tem realizações a defender que não a perseguição aos “inimigos” ideológicos. Um dos feitos recentes postados foi a promessa de entregar 5 e-readers ao município de Ipuaçu, em Santa Catarina (a promessa de entrega do equipamento, malgrado o efeito inócuo disso como política pública de cultura, já vem sendo alardearda há mais de um mês, e nada aconteceu).

A total desincompatibilização dos cargos públicos é exigência da lei eleitoral vigente, para evitar vantagens e privilégios a candidatos. Para “herdar” seguidores (com potenciais eleitores entre eles) que a exposição pública lhes proporcionou, os extremistas da guerra cultural bolsonarista exonerados usam truques e artifícios típicos da militância virtual. Alguns desses auxiliares de Frias, quando secretários, tiveram perfis suspensos pela Justiça, caso de Sérgio Camargo e André Porciuncula, por disseminação de fake news e agressões caluniosas.

No Twitter, há poucos minutos, Mario Frias “acusou” Daniela Mercury de ter feito uso da Lei Rouanet, como se isso fosse um crime. Mas não menciona que ele próprio fez uso da Lei – e que tinha contas pendentes quando assumiu.

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