Que 2020 foi um lixo de ano, é quase unânime.

Mas que o lixo de 2020 esteja desde o réveillon  empilhado na frente das casas esperando os lixeiros passarem, aí já parece algo inacreditável, não? Seriam 14 dias de um ano que se recusa a passar.

Pois bem: é o que está acontecendo em Ibiúna, um dos municípios que fornecem uma das maiores produções agrícolas, especialmente hortifrutigranjeiras, de São Paulo, a 70 km da capital.

A situação já configura um problema de saúde pública. E não apenas da cidade: o lixo forma montanhas na zona rural, de onde sai boa parte das verduras que vão parar no Ceagesp – ou seja: nas mesas dos paulistanos. Ratos, urubus, bichos escrotos de toda natureza fazem seus balneários no chorume dessa lixarada. Sem falar que há um vírus letal em movimento.

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“Estância Turística de Ibiúna, diz a propaganda. Rá! Parece mais a Estância Lixistica”, disse um homem na loja de computadores.  A moça do mercado disse que o prefeito que saiu em 2020, outro refugo do ano passado, não renovou os contratos de coleta. O que assumiu, em 1° de janeiro, foi surpreendido com a situação pronta. Mas já passou da hora de substituir a surpresa pela ação, não?

 

 

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