História da Alimentação no Brasil
Cena do documentário História da Alimentação no Brasil - Divulgação

A série documental História da Alimentação no Brasil, da Amazon, é, com o merecido trocadilho, um deleite para o espectador. Em 13 episódios, o programa traça uma jornada pelos principais ingredientes que vão à mesa do brasileiro. Com visita a dezenas de cidades dos Estados (Bahia, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco) e mais 11 de Portugal (como Lisboa, Porto, Évora e Mirandela), reconstitui-se em tempos atuais o grande levantamento do antropólogo Luís da Câmara Cascudo.

O potiguar Câmara Cascudo foi o primeiro a perceber que a mandioca e o milho definem a História brasileira. A mandioca, ingrediente básico da culinária indígena, ocupava a extensa faixa litorânea até a Amazônia. Já o milho avançava do interior da floresta amazônica até as regiões Sudeste e Sul. Para o sociólogo Carlos Alberto Dória, Cascudo explica a nossa colonização: “Sem o milho não tem conquista dos interiores e sem a mandioca não tem o povoamento do Brasil nos primeiros tempos”.

Cascudo viajou pelo Brasil de 1943 a 1962, entrevistando ex-escravos, donas de casa, indígenas e especialistas. Também visitou a África para buscar as origens da nossa culinária. O roteiro (assinado pela jornalista Cristina Ramalho) dá valor à trajetória de outros ingredientes, como o coco, a banana, os temperos indígenas e o cuscuz. E vai também a Portugal, de onde herdamos o gosto pela doçaria. História da Alimentação no Brasil é generosa em conversas com chefs, cozinheiros, comerciantes, estudiosos e personalidades. É muito saboroso ouvir o cantor e compositor Chico César lembrando da casa de farinha em que trabalhavam o pai e os tios.

História da Alimentação no Brasil. De Eugenio Puppo. Na Amazon
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