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Nesta e na ditadura instalada em 1964 os generais de plantão sempre foram fustigados por artistas insatisfeitos com o regime. “Os artistas são as antenas da raça”, ensinou Ezra Pound, e “um país bom para cartunista trabalhar não é um país bom para você viver”, ensina André Dahmer.

A banda Borralheira, de Curitiba/PR, acaba de disponibilizar em seu canal no youtube e nas plataformas de streaming o videoclipe e a música “Um maníaco no poder” (Léo Borralheira/ Thiago Borralheira), aparentemente uma declaração de amor, mas na verdade, um petardo antifascista com endereço certo: uma crítica sem meias palavras ao presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro.

“Um maníaco no poder” é o single de estreia da banda, formada recentemente por Thiago Borralheira (voz e baixo) e Léo Borralheira (voz e guitarra) – Pedro Mamede (bateria) foi convidado para a gravação da música e do videoclipe, em que os três aparecem vestidos de palhaços, aludindo ao freak circus em que o Brasil se transformou, mais ou menos recentemente.

O som da banda é cru, como o de qualquer power trio com esta formação, e o recado é direto: “Esse cara não presta/ só quer te foder sem pressa”, diz a letra, ao referir-se ao neofascista no poder – por vezes o rosto de Jair Bolsonaro é coberto pelo desenho do palhaço Bozo, apelido pelo qual é comumente tratado.

No próximo dia 17 de julho a banda lança “Cidadão do ano” (Léo Borralheira/ Thiago Borralheira), segunda faixa de uma trilogia crítica a Bolsonaro, ainda mais ácida e direta que “Um maníaco no poder”, abordando a questão da indústria de fake news que move o governo federal desde a campanha eleitoral e sua rede de apoiadores.

Assista o videoclipe de “Um maníaco no poder”:

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