O Cine Petra Belas Artes reformula o sistema de transmissão de filmes pela internet e oferece acesso gratuito até 15 de abril a clássicos do cinema
O Cine Petra Belas Artes reformula o sistema de transmissão de filmes pela internet e oferece acesso gratuito até 15 de abril a clássicos do cinema

O Cine Petra Belas Artes reformula o sistema de transmissão de filmes pela internet e oferece acesso gratuito até 29 de abril a clássicos do cinema

Assim que se abre a página do Petra Belas Artes à La Carte (https://www.belasartesalacarte.com.br/browse), surgem joias raras do cinema mundial, de diretores de peso como Fritz Lang (Metrópolis, 1927), Jean-Luc Godard (Uma Mulher É uma Mulher, 1961), Luchino Visconti (Morte em Veneza, 1971), Kenji Mizoguchi (Contos da Luz Vaga Depois da Chuva, 1953), Jean Renoir (A Regra do Jogo, 1939) e Andrei Tarkovski (Andrei Rublev, 1976). É até injusto pedir para comparar este serviço com qualquer outro streaming disponível.

Uma mulher é uma mulher de Jean-Luc Godard
Uma mulher é uma mulher de Jean-Luc Godard

A plataforma estreou em novembro, mas por conta da pandemia do coronavírus aderiu à degustação gratuita que outros serviços também passaram a oferecer (Now, Claro, Vivo, Sky, SP Cine, Globo Play, entre outras). Até o dia 29 de abril todos têm acesso livre aos filmes do Belas Artes à La Carte. A partir de então, será cobrada uma assinatura mensal de 10,90 reais ou anual, de 106,90 reais. A diferença para a concorrência está na qualidade dos filmes disponíveis. O Petra Belas Artes é o sucessor do Belas Artes, tradicional cinema de rua de São Paulo voltado para a exibição de filmes de arte.

Contos da luz vaga depois da chuva de Kenji Mizoguchi
Contos da luz vaga depois da chuva de Kenji Mizoguchi

Os streamings surgiram como forma de entretenimento de fácil acesso que podem ser consumidos no tempo desejado de cada um. Muitas novas produções audiovisuais migraram para esses serviços, criando a ruidosa disputa entre o cinema de tela grande e o dos dispositivos móveis. O Festival de Cannes chegou a banir a participação de filmes lançados primeiro nas plataformas como Netflix. Mas o ponto crucial é que sempre faltou algo nas plataformas digitais: a história do cinema. Sobram produções recentes, e filmes fora do circuito comercial são escassos. O Belas Artes à La Carte chega para suprir essa lacuna.

É possível ver Tio Vanya em Nova York, de Louis Malle, produção de 1994 considerada como uma das melhores adaptações para o cinema da obra de Anton Tchecov. Ou a versão restaurada de Rocco e Seus Irmãos (1960), outro clássico do neorrealista Visconti, que narra a dramática luta pela sobrevivência da viúva Rosaria com os quatro filhos. Também está presente O Anjo Exterminador (1962), de Luis Buñuel, uma bofetada contra as sociedades aristocratas decadentes. Mas o critério de seleção não é a idade das obras. Há longas recentes, desde A Amante (2016), de Mohamed Bem Attia, a Santiago, Itália (2018), de Nanni Moretti.

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