Borboletas do Velho Chico, em exposição no MAM-Bahia
Borboletas do Velho Chico, em exposição no MAM-Bahia - Foto Foto-Reinaldo Giarola

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) abre duas novas exposições fotográficas, que vão até 30 de março, com imagens que reverenciam o passado e o presente do Estado. No total, serão expostas cerca de 80 obras de 30 fotógrafos baianos. O MAM-Bahia, que fica no Solar do Unhão, construção do século XVI banhada pela Baía de Todos os Santos, é a própria definição dessa junção entre a modernidade e o passado. Abandonado por décadas, o Solar foi restaurado pela arquiteta Lina Bo Bardi. Em 2020, comemora-se ainda os 60 anos do MAM-Bahia.

A Capela abrigará a exposição “Salvador, do Povo, de Lina e de Todos os Santos”, com imagens antigas de fotógrafos do período em que Lina morou na capital baiana, entre o fim dos anos 1950 e 1960. São típicas cenas de flaneurismo, como rodas de capoeira, puxadas de rede, baianas em vários pontos da cidade.

“Cores, Amores, Recantos…Bahia”, a outra exposição, ficará no Casarão, em que imagens icônicas da Bahia, do litoral ao sertão, da chapada ao cerrado, revelam a diversidade cultural e paisagística do Estado. A exposição, aberta gratuitamente ao público, tem curadoria dos fotógrafos Giácomo Mancini, Reinaldo Giarola e Tarciso Albuquerque, e da Imagebox, grupo que reúne sete fotógrafos que moram na Bahia.

Em 1963, o Solar do Unhão se tornou a sede definitiva do MAM-Bahia, mas no ano seguinte Lina foi demitida pelo regime militar. A arquiteta, ao restaurar o local, gostaria que o MAM-Bahia se tornasse um museu-escola para incentivar e expor a produção cultural do Nordeste, sonho parcialmente realizado. Hoje, o local é o principal espaço da arte contemporânea da Bahia e recebe cerca de 200 mil visitantes por ano.

“Salvador, do Povo, de Lina e de Todos os Santos” e “Cores, Amores, Recantos…Bahia”. Exposições fotográficas no MAM-Bahia, até 30 de março. Grátis.

 

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