Heitor Villa-Lobos

Professora da escola de música da UFRJ, Ermelinda A. Paz publicou Villa-Lobos e a Música Popular Brasileira: Uma Visão sem Preconceito originalmente em 1987, ano que marcou o centenário de nascimento do maestro carioca Heitor Villa-Lobos (1887-1959). Depois de 15 anos fora de circulação, o trabalho volta à tona pela editora Tipografia Musical, com foco nas relações do maestro dito erudito com o samba, o folclore, o Brasil indígena, o violão e os músicos ditos populares. 

Um dos episódios revividos é o encontro de Villa-Lobos com o maestro britânico Leopold Stokowski, que veio ao Brasil em 1940 no contexto da política da boa vizinhança dos Estados Unidos, para registrar num conjunto de discos, a bordo de um navio, a Native Brazilian Music. Villa-Lobos viria a ser o selecionador das músicas e dos músicos a serem gravados, entre eles Cartola, Donga, Jararaca, João da Baiana e 5050. A face musical nacionalista do maestro fica marcada na frase do maestro que a autora resgatou: “Os canários europeus cantam ti-ti-ti, já os brasileiros é aquele pá-pá-pá forte e vigoroso”.

"Villa-Lobos e a Música Popular Brasileira"

Villa-Lobos e a Música Popular Brassileira: Uma Visão sem Preconceito. De Ermelinda A. Paz. Tipografia Musical, 208 págs., 62 reais.

 

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