Era uma vez a família Rabello, histórica para a música popular brasileiro.

O grande Raphael Rabello (1962-1995), violonista virtuose, era irmão da compositora e cavaquinista Luciana Rabello, de João Bosco Rabello e de Lila Rabello.

Clara Nunes (1943-1983), uma das maiores cantoras de nossa história, era esposa de Paulo César Pinheiro, um de nossos mais ferinos e cortanttes compositores.

Paulo César era casado com Luciana Rabello.

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Lila Rabello era esposa de Paulinho da Viola.

Paulinho da Viola era empresariado por seu cunhado, João Bosco Rabello.

João Bosco Rabello dirige a sucursal de Brasília do Estadão e escreve frequentes artigos de defesa do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), como este, este e, no domingo que passou, este.

Há poucos dias, João patrocinou um encontro entre a cantora e compositora Ana de Hollanda e a alta direção do jornal paulistano para tratar de assuntos desconhecidos do público em geral.

Ana, além de atual ministra da Cultura do Brasil, é irmã do também cantor e compositor Chico Buarque.
 

Ana e Chico são filiados à sociedade arrecadadora Amar Sombrás (*), uma das mais poderosas a controlar (e/ou – nunca conseguimos decifrar exatamente – ser controlada pel)o Ecad, órgão monopolista que gere todo o dinheiro a circular à custa de direito autoral por execução pública de músicas no Brasil.

Paulo César Pinheiro é o atual vice-presidente da Amar Sombrás, em cuja diretoria constam também gente de nossa elite musical como Marcus Vinícius (presidente), Nei Lopes (diretor-secretário), Maurício Carrilho e Luciana Rabello (diretores).

Marcus Vinícius é dono da gravadora independente CPC-Umes, pela qual a hoje ministra da Cultura lançou o disco Só na Canção, em 2009.

Valério Bemfica, ex-presidente da CPC-Umes, é o atual chefe da Representação Regional do Ministério da Cultura de Ana (e Chico Buarque) de Hollanda em São Paulo.

Chico amava Ana que amava Valério que amava Marcus Vinícius que amava Maurício que amava Nei que amava João que amava Paulinho que amava Lila que amava Luciana que amava Raphael que amava…

 
(*) Após algumas ligações não atendidas e alguma insistência, FAROFAFÁ conseguiu confirmar em 11 de abril de 2011: Chico Buarque pertence à UBC, e não à Amar Sombrás. Ana de Hollanda não consta das listagens da associação que atendeu ao chamado e que afirmava ter acesso a todos os associados do sistema Ecad.

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